Eleições 2026
A declaração do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, responsabilizando o presidente Lula (PT) pelo novo tarifaço contra produtos brasileiros reforçou, na avaliação de integrantes do governo federal, a conclusão de que a disputa comercial ultrapassou a esfera econômica e invadiu a arena política. A percepção no Palácio Planalto é que a ala mais “ideológica” da administração de Donald Trump trabalha em convergência com aliados brasileiros do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, para desgastar o petista às vésperas da eleição.
A manifestação de Rubio e o rápido compartilhamento por Flávio nas redes sociais seguem a mesma linha de tentar atribuir a Lula a responsabilidade pelas tarifas. Para o governo, a ofensiva busca deslocar o foco do debate e reduzir o desgaste enfrentado pelo senador desde que o tarifaço entrou no centro da campanha presidencial.
A avaliação coincide, em parte, com o diagnóstico da própria campanha de Flávio. Interlocutores do senador consideraram positiva a manifestação de Rubio e organizaram uma reação coordenada nas redes sociais para reforçar a alegação de que a crise comercial decorreria da política externa do governo Lula. A estratégia surgiu exatamente para tentar conter os danos políticos provocados pelo tarifaço.













