Na Coreia do Sul, negociação dos papéis chegou a ser suspensa; ações da Samsung desabam 13%. Em Tóquio e na China, Bolsas também recuaram com força 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Painel exibe o o desempenho do índice Nikkei 225 do lado de fora de uma corretora em Tóquio, Japão — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 09:19 Queda em ações de tecnologia afeta bolsas asiáticas; Seul despenca 10% Ações de tecnologia caem, afetando bolsas na Ásia; Seul despenca 10%. Motivos incluem custos altos em IA e concorrência chinesa no setor de chips. Samsung e Kioxia registram quedas acentuadas. Mercados asiáticos sofrem desde junho com incertezas sobre sustentabilidade do boom da IA. A guerra no Irã e a alta nos preços de petróleo também preocupam. Resultados de gigantes de tecnologia podem influenciar mercados esta semana. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As ações de tecnologia despencaram nesta terça-feira, pressionadas pelos temores em relação aos elevados custos da expansão da infraestrutura de inteligência artificial e pelas preocupações com o aumento da concorrência da China no mercado de chips de memória — um componente essencial para a IA, há muito tempo dominado pela Coreia do Sul e seus concorrentes. Com o desempenho dos papéis de tecnologia, o principal índice da Bolsa de Seul, o Kospi, caiu mais de 10%, chegando a acionar temporariamente um mecanismo de interrupção das negociações. No mês, a Bolsa de Seul acumula queda de 28, 24%, mas, em um ano, soma alta de 86,46% Os índices de referência do Japão e de Taiwan recuaram cerca de 4% cada, enquanto as Bolsas da China registraram perdas superiores a 2%. Os contratos futuros da Nasdaq, nos EUA, fortemente concentrada em empresas de tecnologia, caíam cerca de 1%. Na Europa, as Bolsas operavam em alta. Confira abaixo o desempenho das Bolsas globais: Na Ásia: Tóquio: - 3,95% (fechamento)Hong Kong: + 0,41% (fechamento)Shenzhen: - 2,83% (fechamento)Seul: - 10,84% (fechamento)Taipei: --4,65% (fechamento) Na Europa: Londres: + 0,43%Paris: + 0,15%Frankfurt: + 0,22% Nos EUA: Futuro do S&P: - 0,01%Futuro do Nasdaq: - 0,85%Futuro do Doe Jones: + 0,69% Ações de tecnologia em queda As ações da fabricante americana de chips Micron recuavam 6% nas negociações de pré-mercado. A Nvidia, líder mundial no setor de chips, também operava em queda, assim como a SpaceX, empresa de foguetes e inteligência artificial de Elon Musk. Na Europa, a fabricante alemã de semicondutores Infineon perdia 4%, enquanto a holandesa ASML, especializada em equipamentos para a indústria de semicondutores, recuava 3%. O mais recente abalo nos mercados relacionado à inteligência artificial começou na segunda-feira, quando as ações da principal fabricante chinesa de chips de memória, a ChangXin Memory Technologies, passaram a ser negociadas após uma oferta pública inicial (IPO) de grande sucesso. Os papéis da empresa dispararam quase 500% em sua estreia na Bolsa, tornando-a rapidamente a companhia mais valiosa da Bolsa de Xangai. Nesta terça-feira, no entanto, as ações recuaram 4%. A listagem alimentou temores generalizados de que o aumento da concorrência no setor possa ameaçar fabricantes globais rivais de chips de memória na Coreia do Sul, Japão, Taiwan e Estados Unidos. As quedas começaram logo na abertura dos mercados nesta terça-feira, com as ações de empresas de inteligência artificial e de semicondutores liderando as perdas. A fabricante japonesa de memória flash Kioxia despencou mais de 18%, enquanto a sul-coreana Samsung Electronics caiu cerca de 13%. Os mercados asiáticos vêm registrando uma tendência de queda desde o fim de junho, pressionados por preocupações recorrentes sobre a sustentabilidade da forte valorização das ações ligadas à inteligência artificial ao longo deste ano. A escala gigantesca dos investimentos necessários para acompanhar a corrida global pela inteligência artificial ficou evidente nesta semana, com a OpenAI, controladora do ChatGPT, se aproximando de um acordo para arrendar um centro de dados de US$ 500 bilhões em Ohio, com apoio de US$ 250 bilhões em financiamento da Nvidia. Na semana passada, os balanços financeiros da Tesla e da Alphabet, controladora do Google, também abalaram os mercados ao revelarem seus próprios gastos bilionários com inteligência artificial. A mais recente turbulência nos mercados representa uma reviravolta indesejada para uma região onde o boom de inteligência artificial vinha sendo um dos poucos pontos positivos para a economia. Em mercados como Coreia do Sul e Taiwan, o aumento das exportações de chips e a forte valorização das empresas ligadas à IA ajudaram a mascarar a fragilidade mais ampla de suas economias domésticas, que continuam altamente dependentes das importações de energia do Oriente Médio. A guerra no Irã, outra grande fonte de preocupação para os investidores, também tem provocado instabilidade nos mercados ao restringir as exportações de petróleo pelo Golfo Pérsico e pelo Mar Vermelho, elevando os preços do petróleo e do gás. Na segunda-feira, porém, o presidente Donald Trump afirmou que havia uma "boa chance" de uma nova rodada de negociações diplomáticas produzir um avanço no conflito, que já se arrasta há meses. Uma recente pausa nos combates ajudou a aliviar os preços do petróleo, com o barril do Brent, referência internacional, recuando para cerca de US$ 84 nesta terça-feira. Ainda assim, o preço do petróleo bruto acumula alta superior a 15% desde o início da guerra, pressionando os preços da gasolina e de uma ampla gama de produtos derivados do petróleo. A ansiedade em torno das ações de tecnologia voltará a ser colocada à prova nos próximos dias. Na quarta-feira, Microsoft e Meta divulgarão seus resultados financeiros, ao lado da sul-coreana SK Hynix, uma das maiores fabricantes de semicondutores do mundo. Na quinta-feira, será a vez de Apple, Amazon e Samsung Electronics apresentarem seus balanços.
Gasto excessivo com IA e concorrência chinesa derrubam ações de tecnologia, e Bolsa de Seul despenca mais de 10%
Na Coreia do Sul, negociação dos papéis chegou a ser suspensa; ações da Samsung desabam 13%. Em Tóquio e na China, Bolsas também recuaram com força











