Se depender do eleitor evangélico, a campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, sairá cambaleante, mas de pé, de qualquer denúncia que apareça —seja a foto dele com o Sicário, matador de aluguel a serviço de Vorcaro, seja o suposto vídeo do senador nas festas do ex-banqueiro.
O vídeo nas festas ainda não foi vazado, mas sua existência foi confirmada pelo deputado Kim Kataguiri, da Missão, partido que lançou Renan Santos como concorrente de Flávio na direita.
Mas a menos que a revelação seja muito grave, a candidatura de Flávio se manterá na disputa pelos mesmos motivos que a fizeram sobreviver aos ataques anteriores.
Para o evangélico conservador, Lula e o PT são os verdadeiros inimigos da família. Outros nomes da direita não cresceram até agora, então, Flávio representa a melhor oportunidade de vitória do grupo político que defende valores tradicionais.
O senador também será poupado por não ser percebido como crente legítimo, apesar de se apresentar dessa forma. Diferente da madrasta Michelle, ele não teria vivido um processo de conversão verdadeiro —e, por isso, não pode ser cobrado pela mesma régua.









