O Brasil continuará a ter os olhos voltados para o Mundial. Mas no país evangélico a disputa entre Michelle e Flávio Bolsonaro continua. O senador saiu por cima do incidente dos vídeos, mas os dois parecem dispostos a sacrificar 2026 pela liderança do PL em 2030.
Para quem não acompanhou essa partida de xadrez eleitoral: na quarta-feira (23), quando o país se acomodava no sofá para assistir à partida entre Brasil e Escócia, a ex-primeira-dama publicou dois vídeos criticando o enteado e dizendo ser ele quem abdicou do apoio dela.
A resposta da pré-campanha de Flávio foi notável do ponto de vista da comunicação e da coordenação. Primeiro, publicou um vídeo defendendo que o momento era de apoiar a seleção. Ganhou tempo. Na quinta-feira (24), sua resposta foi curta e precisa.
Na peça, o senador apresentou a sua relação com as filhas e a esposa para anular a imagem de grosseiro com mulheres. Fez um gesto de grandeza, pedindo desculpas ao desafeto, e reconheceu a importância de Michelle como liderança feminina no partido e os sacrifícios que ela faz para cuidar de Jair. E, com um drible inesperado, passou para o ataque.
Flávio inverteu as expectativas ao anunciar um encontro com mulheres em Brasília, na próxima quarta-feira (1°), e convidou Michelle a participar. São esperadas as senadoras Tereza Cristina (PP-MS) e Damares Alves (Republicanos-DF) e as deputadas federais Bia Kicis (PL-DF), Soraya Santos (PL-RJ) e Simone Marquetto (PP-SP), entre outras.Entre quinta e sexta-feira passadas, ouvi interlocutoras identificadas com Michelle primeiro concordando com ela para, um dia depois, concluírem que sua "lavagem de roupa suja" ajudava a esquerda. Ela tinha se tornado, pela narrativa, a madrasta mesquinha da novela.












