“Uma eleição é decidida no seu país, é inadmissível ingerência de qualquer outro país na sua campanha eleitoral, até porque faz parte da liturgia de um presidente da República saber se ausentar das discussões de outros países. Isso é respeito com o povo que realmente está lá decidindo a sua condição e definindo quem é o seu candidato ou quem deve ser eleito no país”, disse Caiado. Agora no g1 As ofensas contra Moraes aconteceram depois que o ministro negou o pedido de Milei para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Visitas com finalidade "político-eleitoral" estão suspensas até o final das eleições por determinação do ministro. Segundo Caiado, a participação de líderes estrangeiros na disputa eleitoral brasileira representa uma interferência indevida no processo democrático do país. O candidato considera que a atitude do presidente argentino foi “deplorável” e não contribui para o debate sobre os problemas enfrentados pela população. “Essa grosseria não consumiu nada. Pelo contrário, foi uma atitude deplorável de alguém que acha que pode se dirigir a qualquer pessoa no nosso país da maneira como foi colocado. Isso não acrescenta”, afirmou. Polarização e política externa Caiado também criticou o clima de polarização política e disse que tanto o governo Lula quanto os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro recorrem a provocações que desviam o foco dos temas de interesse da população. “Fica o Lula agredindo o Trump, falando da dentadura dele, falando da grosseria dele, provocando o Trump, e fica o Flávio trazendo pessoas que vêm aqui agredir o processo político eleitoral. Então, independente de que lado seja, nós não podemos admitir essa ingerência externa. Nós brasileiros saberemos definir e decidir o próximo presidente da República.” Milei e Flávio Bolsonaro durante o lançamento da campanha do senador à presidência — Foto: Reuters/Jean Carniel O candidato do PSD também criticou a condução da política externa brasileira. Segundo ele, o Itamaraty perdeu protagonismo e precisa voltar a exercer um papel técnico e institucional. “O Itamaraty brasileiro hoje virou uma esculhambação, um braço do PT. Sempre foi uma referência para o Brasil, com chanceleres que construíram seu nome em grandes momentos da vida mundial”, declarou. Segundo o ministro, o risco-país brasileiro está melhor do que o argentino, o Brasil está com mínima de desemprego, de inflação, e recordes na balança comercial, assim como safra expressiva e desmatamento em queda. "O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta", declarou o ministro da Fazenda. Após a declaração, Durigan falou à GloboNews e afirmou que a declaração dele foi feita de forma autônoma, e não representa uma posição do governo. Segundo Caiado, as disputas entre Lula e Bolsonaro alimentam a radicalização política e afastam o debate das demandas da população. “Foi lamentável o que nós vimos nesses dias. Lamentável por parte dos dois candidatos, porque um se alimenta da radicalização contra o outro e desvia do debate dos assuntos que são de interesse da população brasileira”, disse.
Caiado critica Milei e vê ingerência em ataques a Moraes e Lula | G1
O candidato Ronaldo Caiado criticou a postura de Javier Milei e classificou como deploráveis os ataques do presidente argentino contra Alexandre de Moraes e o governo brasileiro.












