Papéis da americana Tyson Foods avançaram 7,5%. Iniciativa alivia escassez doméstica de animais, elevando custos da carne para empresas e consumidores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pecuarista conduz gado através de um portão na cerca da fronteira, do México para os EUA, na passagem internacional de importação e exportação de gado de Santa Teresa — Foto: Joe Raedle/Getty Images via Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 14:52 Ações da JBS disparam com retomada de importações de gado do México pelos EUA As ações da JBS subiram quase 10% após o anúncio de que os EUA vão retomar as importações de gado do México, aliviando a escassez de animais e custos para empresas e consumidores. A medida, que também impulsionou as ações da Tyson em 7,5%, visa mitigar a alta nos preços da carne bovina. O USDA planeja uma reabertura gradual das importações, apesar dos riscos de disseminação da mosca-da-bicheira. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As ações das gigantes do setor de processamento de carnes JBS e da americana Tyson Foods dispararam depois que os Estados Unidos anunciaram a retomada das importações de gado do México, aliviando a escassez doméstica de animais, que vinha elevando os custos de compra para as empresas. As ações da JBS chegaram a subir 9,8%, o maior avanço em 11 meses, enquanto os papéis da Tyson avançaram 7,5%. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) informou na noite de sexta-feira que iniciará uma reabertura gradual das importações de gado mexicano, começando por um ponto de entrada no Arizona a partir de 24 de agosto. O México costumava exportar mais de um milhão de cabeças de gado por ano para os Estados Unidos, principalmente animais jovens, que depois eram criados e abatidos em território americano. Esse comércio foi praticamente interrompido desde o fim de 2024 para evitar a disseminação da mosca-da-bicheira-do-Novo-Mundo (New World screwworm), um parasita que representa uma séria ameaça ao rebanho. O fechamento da fronteira aumentou a pressão sobre as processadoras de carne, que já enfrentavam uma oferta limitada de gado. Com menos animais disponíveis, as empresas passaram a pagar mais para garantir o abastecimento, o que também sustentou os preços elevados da carne bovina. Como consequência, as companhias vêm registrando prejuízos significativos em suas operações de carne bovina e chegaram a fechar algumas plantas industriais. O retorno desses volumes de gado "nos próximos meses representa um benefício claro para os processadores de carne bovina da América do Norte", escreveram analistas do Barclays, liderados por Benjamin Theurer, em relatório. "Combinado aos recentes fechamentos de frigoríficos e ao aumento da oferta de gado, os preços dos animais tendem a recuar, reduzindo a pressão imediata sobre as empresas norte-americanas do setor." Os frigoríficos de carne bovina operavam com um prejuízo de cerca de US$ 160 (R$ 814) por cabeça de gado abatida até esta segunda-feira, uma melhora de aproximadamente 36% em relação à quinta-feira anterior ao anúncio, segundo um indicador de margens da HedgersEdge. A decisão representa, até agora, a principal medida do governo Donald Trump para aliviar a escassez de gado nos Estados Unidos, situação que levou os preços da carne bovina ao consumidor a níveis recordes. A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, já havia afirmado que "não há dúvida" de que o fechamento dos pontos de entrada na fronteira contribuiu para a alta dos preços da carne. Crescimento modesto do rebanho Ainda assim, o principal fator por trás dos custos elevados continua presente. O rebanho bovino dos Estados Unidos cresceu modestamente em 1º de julho na comparação anual pela primeira vez em oito anos, sinalizando que os pecuaristas podem estar retendo mais animais para reprodução. No entanto, o tamanho do rebanho ainda está próximo do menor nível em cinco décadas, e sua recomposição deve levar vários anos. Além disso, a reabertura da fronteira aumenta o risco de uma maior disseminação da mosca-da-bicheira-do-Novo-Mundo (New World screwworm), à medida que cresce o fluxo de gado vindo do México, onde ainda existem quase 2.000 casos ativos da praga. Isso ocorre porque o plano de longo prazo dos Estados Unidos para erradicar o parasita depende de uma instalação de produção de moscas estéreis no Texas, cuja operação só deve começar no fim de 2027. O parasita, potencialmente letal para os animais, foi detectado no Texas há quase dois meses, marcando o primeiro caso em rebanhos dos Estados Unidos em cerca de cinco décadas. Desde então, aproximadamente 40 casos foram registrados, permanecendo relativamente concentrados no sul do estado. Os produtores do Texas "confiam nos protocolos e exigências do USDA" para proteger a pecuária, que continua sendo sua "mais alta prioridade", afirmou o Texas Farm Bureau em comunicado. "Se o nível de risco mudar e um novo fechamento total dos pontos de entrada se tornar necessário, não hesitaremos em defender essa medida", acrescentou a entidade. O USDA já havia tentado implementar uma reabertura gradual das importações de gado mexicano há cerca de um ano, mas abandonou o plano pouco tempo depois.
Ações da JBS saltam quase 10% após EUA anunciarem que vão retomar importações de gado do México
Papéis da americana Tyson Foods avançaram 7,5%. Iniciativa alivia escassez doméstica de animais, elevando custos da carne para empresas e consumidores













