Bilionários nunca foram exatamente populares, mas hoje são detestados. Políticos no Congresso americano falam sobre eles mais do que nunca, geralmente para denunciar seus ganhos ilícitos ou sua influência maligna na política, ou para insistir que sua riqueza precisa ser tributada.

Emails de arrecadação de fundos dos democratas têm três vezes mais chances de mencionar bilionários —e quase sempre de forma negativa— do que tinham em 2024, segundo Andrew Hall, da Universidade Stanford. O grito comum da esquerda diz que "todo bilionário é uma falha de política pública", associando membros do clube dos dez dígitos a uma economia manipulada e à decadência social.

No entanto, justamente quando os políticos pensam ter encontrado uma mensagem vencedora, algo inesperado está acontecendo. Cada vez mais bilionários derivam sua riqueza não do berço ou de manipulação do sistema, mas de fornecer bens e serviços úteis e de empregar milhares de pessoas. Talvez os bilionários ainda sejam falhas de política pública —mas em menor grau do que antes.

Muitos bilionários são inquestionavelmente duvidosos. John D. Rockefeller, provavelmente a primeira pessoa na história cujo patrimônio líquido ultrapassou US$ 1 bilhão (e nos preços do início do século 20), era um gênio. Mas sua empresa, a Standard Oil, também se aproveitou de leis de concorrência fracas e provavelmente distribuiu subornos para inclinar o jogo a seu favor.