A mulher morta em ataque próximo à Parada LGBTQIA+ no sábado (25), em Berlim, era uma polonesa de 65 anos. Ela viajou para o evento na capital alemã com a filha, uma das 29 pessoas feridas no atentado. A informação foi divulgada pelo prefeito da cidade, Kai Wegner, pouco antes do primeiro-ministro, Friedrich Merz, trocar o tom de indignação do domingo por um mais acusatório nesta segunda-feira.

"Simplesmente não consigo entender como posso rastrear meu celular em qualquer lugar do mundo… mas, supostamente, é impossível, ou tecnicamente impossível, para as autoridades de segurança na Alemanha determinar a localização de potenciais terroristas a qualquer momento", declarou o premiê em entrevista.

Abdul Ballout, 21, foi morto pela polícia na noite de domingo após quase 24 horas em fuga. Principal suspeito pelo crime, o alemão, filho de imigrantes libaneses, foi localizado em um jardim comunitário no subúrbio de Spandau, a cerca de dez quilômetros do centro da cidade. Abordado por um comando especial da polícia, bradou um facão e foi baleado.

Ballout era considerado simpatizante do Estado Islâmico e tentou se juntar ao grupo no ano passado, na Síria. Deportado do Líbano, foi preso ao desembarcar na Alemanha. Neste ano, foi condenado por ter planejado um ato de violência contra o Estado quando ainda era menor de idade. A pena foi abrandada para um ano e dez meses de condicional por ter cooperado com a Justiça e concordado se submeter a um programa de desradicalização.