A população de Berlim cresceu neste fim de semana, com estimados 700 mil visitantes para o Christopher Street Day, a versão local da Parada LGBTQIA+, uma das maiores do mundo. Na noite deste domingo (26), contava com dois a menos. Abdul Ballout foi morto a tiros pela polícia menos de 24 horas após ter matado uma mulher e ferido ao menos 29 pessoas.
Ballout, 21, alemão filho de libaneses, era simpatizante do Estado Islâmico e tinha um histórico de extremismo e violência. Foi condenado a uma pena agora considerada branda, um ano e dez meses em liberdade condicional, e a obrigação de acompanhar um programa de desradicalização. Faria sua primeira nesta segunda-feira (27).
Pouco se sabe sobre a vítima. Os feridos estão fora de perigo. Em inúmeras manifestações, com milhares, com dezenas e às vezes solitárias, Berlim mostrou-se de luto neste domingo. Homenagens de todos os tipos brotavam em canteiros da cidade e nos caminhos arborizados do Tiergarten, um parque monumental, 210 hectares de uma quase floresta no meio da capital alemã —o Ibirapuera, como comparação, tem 158 hectares, em uma São Paulo com quase o dobro de área.
"Só hoje percebi o quanto estava triste e, ao mesmo tempo, com raiva. Também porque li muitos comentários de ódio nas redes sociais. Tanto contra pessoas queer como contra imigrantes muçulmanos", afirmou Sergio Mazzolini, italiano há 13 anos em Berlim.












