Na última semana, candidato do Missão à Presidência da República concluiu uma agenda nos Estados da região, onde se reuniu com produtores, empresários e lideranças locais do agronegócio O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, vem intensificando suas viagens para o Centro-Oeste como forma de conquistar os votos de Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL) na região. Na última semana, Renan Santos concluiu uma agenda nos Estados do Centro-Oeste do país, onde se reuniu com produtores, empresários e lideranças locais do agronegócio, e adotou discursos mais fervorosos contra adversários. A ofensiva começou no domingo (19), quando Santos passou por Brasília e outras três cidades de Goiás: Barro Alto, Anápolis e Goiânia. Já no primeiro dia, ele acenou para o setor afirmando que “o agro não tem dono” e que o setor “é parte da solução para o Brasil". Na segunda-feira (20), Renan Santos continuou em Goiânia e percorreu mais três cidades do interior do Estado. No mesmo dia, oficializou sua candidatura, em uma convenção online. Mesmo com a antecipação, um evento público do Missão segue marcado para o dia 1º de agosto, em São Paulo. Em encontro com representantes do Sindicato Rural de Rio Verde, na Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), Santos defendeu que o país precisa garantir segurança jurídica para evitar que decisões judiciais impeçam a execução de obras estratégicas e que destravá-las “pode impulsionar o crescimento do Brasil”. Em Cuiabá, se encontrou com empresários do agronegócio. Participaram Blairo Maggi, ex-governador do Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura, os irmãos Eraí e Fernando Maggi Scheffer, empresários do agronegócio na região, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), o deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), e o ex-senador Cidinho Santos (PP). A reunião rendeu o apoio de Maggi, declarado nas redes sociais. No plano de governo do presidenciável do Missão, há proposta de tornar o Brasil o “Celeiro do Mundo”. A ideia gira em torno da convergência de duas frentes: uma chamada de AgroBrasil 2030, que organiza a agenda agrícola no país; outra o Marco Brasileiro da Inteligência Artificial (MBIA), que organiza a agenda computacional. Nessas frentes há ideias como o fim das invasões de propriedade rural e a restauração da segurança jurídica no campo, além de auditoria e fortalecer a produção em 140 milhões de hectares já destinados à reforma agrária. No Centro-Oeste, Santos tem um pré-candidato a governador pelo Missão: Rafael Milas, em Mato Grosso. Milas atua como marqueteiro político e coordena o Movimento Brasil Livre (MBL) no Estado. Segundo a campanha, Santos não apoiará candidatos que não sejam do Missão. Na agenda, Santos fez questão de endurecer as críticas a falas e casos recentes envolvendo Flávio. Porém, em nenhuma oportunidade houve crítica direta aos outros adversários, Caiado e Romeu Zema (Novo). No mês passado, sem citar nomes, Santos chegou a afirmar que a diferença dele para outros presidenciáveis da oposição é que ele não aceita "passar pano" para Flávio. Mesmo assim, disse estar aberto para dialogar com Caiado e Zema, caso uma eventual aliança "faça sentido". Santos também criticou Flávio por, segundo ele, manter alinhamento político com o presidente americano Donald Trump mesmo diante de medidas que prejudicam produtores brasileiros. Ainda criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula (PT), a quem atribui parte da responsabilidade pela imagem negativa do agronegócio brasileiro no exterior. O movimento do candidato do Missão ocorre também em meio à expectativa de que a candidatura de Flávio, oficializada no sábado (25), perca força, devido à sequência de crises. Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (24) mostra Santos com 3% dos votos válidos em todo o Brasil no primeiro turno, empatando tecnicamente com Zema (3%) e Caiado (4%) e atrás de Lula (45%) e Flávio (36%). Candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos — Foto: Luiz Rebelato/Divulgação
Renan Santos intensifica agenda no Centro-Oeste em busca de voto do agro
Na última semana, candidato do Missão à Presidência da República concluiu uma agenda nos Estados da região, onde se reuniu com produtores, empresários e lideranças locais do agronegócio









