Mais de 3.000 casos de ebola (1.354 fatais) foram registrados na República Democrática do Congo desde o início da epidemia, informaram autoridades congolesas neste domingo (26). Em meados de julho, foi superada a marca dos dois mil casos.

A RDC enfrenta um surto de ebola no leste do país, uma região assolada por mais de 30 anos de conflitos armados.

A doença, transmitida por contato com fluidos corporais e que provoca febre hemorrágica, matou mais de 15 mil pessoas na África, nos últimos 50 anos.A epidemia mais letal na RDC causou cerca de 2.300 mortes entre 3.500 casos registrados entre 2018 e 2020.

A 17ª epidemia na RDC, declarada oficialmente em 15 de maio, é provocada pelo vírus Bundibugyo, para o qual não há nem vacina, nem tratamento.Neste domingo, tinham sido confirmados 3.075 casos em cinco províncias do país, entre os quais 1.354 mortes, segundo dados oficiais. A marca de 2.000 casos confirmados tinha sido superada em 15 de julho.

O epicentro da crise está em Ituri, uma província do nordeste da RDC, fronteiriça com o Sudão do Sul e Uganda, que concentra cerca de 90% dos casos, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).