Os esforços da República Democrática do Congo contra o ebola chegaram a um ponto crítico. O país pode acelerar as medidas que vêm sendo adotadas para controlar o surto mais recente ou correr o risco de permitir que ele se prolongue e se transforme na pior epidemia de ebola já registrada.

De maio a 1º de setembro de 2026, foram registrados 6.186 casos e 3.007 mortes, o que faz deste o surto de ebola mais letal da história da República Democrática do Congo. A epidemia é provocada pela cepa Bundibugyo do vírus, e ainda não há vacina licenciada, nem tratamento específico contra essa variante.

Acredita-se que o surto tenha começado no fim de abril na região de Mongbwalu, área de intensa atividade mineradora e grande circulação de pessoas na província de Ituri, no nordeste do país. De lá, o vírus se espalhou para outras cidades e províncias e, posteriormente, para Uganda.

A resposta ao surto é liderada pelo governo da República Democrática do Congo, com apoio dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças, da OMS (Organização Mundial da Saúde) e de outros parceiros. As instituições têm contribuído para ampliar a vigilância epidemiológica, a capacidade laboratorial, os centros de tratamento, as medidas de prevenção e controle de infecções, a vacinação, a logística, o envolvimento das comunidades e os enterros seguros e dignos.