Por muito tempo, os indicadores de recrutamento foram tratados apenas como métricas operacionais, número de vagas abertas, tempo médio para fechamento, quantidade de contratações no mês. Aos poucos, porém, à medida que as empresas passam a usar dados com mais critério, o processo seletivo ganha uma leitura mais ampla sobre o negócio. Ele deixa de ser apenas uma etapa de contratação e passa a funcionar como um raio-x da organização.
Assim, taxas de conversão, tempo entre etapas, desistência de candidatos, resposta a abordagens de hunting e qualidade das contratações revelam a eficiência do RH e também a força da marca empregadora, a maturidade das lideranças, a clareza sobre o perfil buscado e a capacidade da empresa de atingir suas metas de negócio.
Para Augusto Frazão, CEO da InHire, plataforma de recrutamento e seleção, os dados do processo seletivo mostram dois aspectos da empresa: sua atratividade para talentos e sua capacidade de executar planos de negócio no tempo certo. “Quando a empresa olha dados de atração, conversão de hunting, número e qualidade de inscritos nas vagas, ela descobre se tem uma marca empregadora forte ou não”, afirma.
Além disso, o impacto de vagas não preenchidas recai direto sobre os resultados. Em uma área comercial, a demora para contratar vendedores pode comprometer o atingimento da meta. Em tecnologia, a falta de product managers ou desenvolvedores pode atrasar o backlog de produto. Já em logística ou atendimento, a ausência de profissionais afeta prazos de entrega e satisfação do cliente.






