Aeronave da Qantas fez viagem experimental sem escalas entre a França e a Austrália; modelo foi projetado para operar voos de até 22 horas entre Sydney e Londres a partir de 2027 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Primeiro voo do Qantas A350-1000ULR — Foto: Divulgação/Airbus RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/07/2026 - 20:35 Qantas realiza com sucesso voo intercontinental mais longo do mundo O primeiro teste intercontinental do voo mais longo do mundo foi realizado com sucesso pela Qantas, utilizando um Airbus A350-1000ULR. A aeronave voou sem escalas por mais de 19 horas entre Toulouse, França, e Melbourne, Austrália, percorrendo 17 mil km. Parte do Projeto Sunrise, a rota Sydney-Londres, com duração de até 22 horas, começará em 2027, prometendo revolucionar viagens ultralongas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O primeiro teste de longa distância do Airbus A350-1000ULR da Qantas foi concluído com sucesso nesta sexta-feira (26), após uma viagem de mais de 19 horas entre Toulouse, na França, e Melbourne, na Austrália. O voo experimental percorreu cerca de 17 mil quilômetros sem escalas e marcou a primeira vez que a aeronave pousou em solo australiano. Desenvolvido especialmente para o projeto Sunrise, da companhia aérea australiana, o modelo foi projetado para realizar alguns dos voos comerciais mais longos do mundo. A expectativa da Qantas é iniciar, em outubro de 2027, a rota direta entre Sydney e Londres, com duração prevista de até 22 horas. O avião decolou da fábrica da Airbus em Toulouse às 7h33 de quinta-feira (horário local) e aterrissou em Melbourne às 10h46 de sexta-feira, também no horário local, totalizando pouco mais de 19 horas de voo. A operação foi acompanhada comn ávido interesse por entusiastas da aviação. Segundo o site Flightradar24, mais de 67 mil pessoas acompanharam o trajeto em tempo real, tornando-o o voo mais monitorado do mundo na sexta-feira e o segundo de todos os tempos. A aeronave foi conduzida por quatro pilotos de teste da Airbus e cinco engenheiros especializados. O grupo permanecerá em Melbourne durante o fim de semana antes de retornar a Toulouse na segunda-feira. Dois pilotos da Qantas participarão do voo de volta. Segundo o piloto-chefe técnico da companhia, Alex Passerini, o retorno deverá durar cerca de 23 horas, período em que serão avaliados diferentes sistemas da aeronave, como transferência de combustível, ar-condicionado e outros equipamentos de bordo. — Todos vão ficar cansados — afirmou Passerini à emissora australiana Channel Seven, acrescentando que a tripulação poderá fazer pausas regulares para descanso, seguindo protocolos definidos pela companhia. O A350-1000ULR, avião que está sendo projetado pela Airbus para fazer o voo mais longo do mundo — Foto: Reprodução / Airbus / @qantas O modelo utilizado nos testes ainda não recebeu a pintura oficial da Qantas. Em vez das tradicionais cores vermelha e branca da companhia, a aeronave tem fuselagem em tom bege com a marca da empresa e logotipos nas pontas das asas. A primeira unidade com a identidade visual definitiva, batizada de Vega, permanece em fase de montagem e deverá ser entregue à companhia em abril de 2027. Projeto Sunrise Além da ligação entre Sidney e Londres, a Qantas também pretende operar voos sem escalas entre Sidney e Nova York utilizando a mesma aeronave. O objetivo da empresa é conectar diretamente a costa leste da Austrália a alguns dos principais centros financeiros do mundo, reduzindo o tempo total de viagem e eliminando conexões internacionais. 'Ferrari dos aviões' tem paraquedas capaz de salvar toda a aeronave, interior luxuoso e tecnológico 1 de 8 Cirrus SR-22 — Foto: Divulgação/Cirrus 2 de 8 X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Assentos inspirados em carros esportivos — Foto: Divulgação/Cirrus 4 de 8 Painel interno — Foto: Divulgação X de 8 Publicidade 5 de 8 Interior do Cirrus — Foto: Divulgação/Cirrus 6 de 8 X de 8 Publicidade 7 de 8 8 de 8 X de 8 Publicidade Apesar de pequena, a aeronave leva um piloto e três passageiros em uma ampla cabine, com assentos de couro e ar condicionado. Os novos voos fazem parte do chamado Projeto Sunrise, iniciativa da companhia australiana destinada a tornar viáveis as rotas ultralongas. Para isso, a empresa encomendou versões especialmente adaptadas do Airbus A350-1000, que foram batizadas como A350-1000ULR, e receberão modificações para ampliar a autonomia e melhorar o conforto dos passageiros. As aeronaves contarão com tanques de combustível adicionais e capacidade de passageiros reduzida em comparação aos modelos convencionais. Em vez de transportar mais de 300 passageiros, os aviões deverão levar cerca de 238 pessoas, distribuídas entre primeira classe, executiva, econômica premium e econômica. Haverá ainda um revezamento entre pilotos. A configuração interna foi projetada para tornar suportável uma viagem que poderá ultrapassar 20 horas. Os passageiros terão áreas destinadas a alongamentos e movimentação durante o voo. A Qantas também desenvolveu estudos com especialistas em medicina do sono, nutrição e fadiga. O objetivo é reduzir os efeitos do fuso horário e do longo período dentro da aeronave. A iluminação da cabine, os horários das refeições e até os momentos de descanso foram planejados para ajudar os passageiros a se adaptarem ao destino. Quando entrar em operação, o voo entre Sidney e Londres deverá se tornar a ligação comercial sem escalas mais longa do mundo, com duração estimada de 18 a 20 horas, podendo chegar a 22 horas, inaugurando uma nova era das viagens aéreas de ultralonga distância.
19 horas e 17 mil quilômetros: voo direto mais longo do mundo completa primeiro teste intercontinental
Aeronave da Qantas fez viagem experimental sem escalas entre a França e a Austrália; modelo foi projetado para operar voos de até 22 horas entre Sydney e Londres a partir de 2027















