A Airbus desenvolve uma aeronave projetada para conectar longas distâncias 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O A350-1000ULR, avião que está sendo projetado pela Airbus para fazer o voo mais longo do mundo — Foto: Reprodução / Airbus / @qantas RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 16:01 Airbus e Qantas se unem para voos diretos de 22h entre Sydney e NY/Londres até 2027 A Airbus está desenvolvendo o A350-1000ULR, capaz de voar até 18 mil km sem escalas, para a Qantas Airways, com previsão de operação em 2027. Parte do "Projeto Sunrise", a aeronave visa conectar Sydney a Nova York e Londres com voos de até 22 horas. O modelo busca não só reduzir tempos de viagem, mas também diminuir consumo de combustível e emissões, oferecendo conforto com uma cabine de quatro classes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As escalas, um dos elementos mais comuns em viagens internacionais, podem se tornar menos importantes nos próximos anos. A Airbus está avançando no desenvolvimento do A350-1000ULR, uma aeronave projetada para percorrer até 18 mil quilômetros sem reabastecer e capaz de permanecer no ar por aproximadamente 22 horas. Ela está sendo desenvolvida para a companhia aérea australiana Qantas Airways, que na última semana anunciou que a previsão para o início das operações será em outubro de 2027. A iniciativa da fabricante europeia visa inaugurar uma nova era na aviação comercial, com voos diretos entre cidades separadas por grandes distâncias e rotas que atualmente ainda exigem uma ou mais conexões. Um projeto para unir continentes Como explicou a Airbus em um comunicado oficial, o novo modelo foi desenvolvido para possibilitar "voos sem escalas de Sydney para Nova York e Londres pela primeira vez, com tempos de voo de até 22 horas". O aumento da autonomia da aeronave é possível graças à adição de um tanque de combustível central traseiro integrado à fuselagem, uma modificação que amplia seu alcance em aproximadamente mil milhas náuticas e permite que ela opere rotas antes inviáveis ​​para a aviação comercial convencional. O programa faz parte do "Projeto Sunrise", liderado pela companhia aérea australiana Qantas Airways. A empresa encomendou 12 dessas aeronaves, destinadas a operar rotas de ultralonga distância entre a Austrália, a Europa e a América do Norte. A primeira entrega está prevista para abril de 2027. Testes iniciais e uma cabine projetada para o conforto dos passageiros O A350-1000ULR já concluiu uma das etapas mais importantes de seu desenvolvimento. A Airbus informou que a aeronave completou com sucesso seu voo inaugural em Toulouse, França, onde permaneceu no ar por 3 horas e 42 minutos e atingiu uma altitude de mais de 41 mil pés. Após este voo de teste, iniciou-se uma campanha de certificação de dois meses. Durante os próximos testes, serão avaliados, entre outros aspectos, os sistemas de refrigeração da cozinha e o desempenho da ventilação e do controle de temperatura da cabine durante operações de longa duração. A configuração escolhida pela Qantas apresenta uma cabine de quatro classes com capacidade para 238 passageiros. Além da Primeira Classe, Classe Executiva, Classe Econômica Premium e Classe Econômica, o projeto inclui espaços dedicados ao bem-estar dos passageiros, com áreas onde eles podem caminhar, alongar-se e relaxar durante viagens mais longas. O A350-1000ULR, avião que está sendo projetado pela Airbus para fazer o voo mais longo do mundo — Foto: Reprodução / Airbus / @qantas A corrida pelos voos de ultralonga duração O projeto visa superar recordes atuais, como a rota Singapura-Nova York, considerada uma das mais longas do mundo, com aproximadamente 19 horas de duração. Para a indústria aérea, o objetivo não é apenas reduzir o tempo total de viagem. A Airbus afirma que esses modelos também representam um novo padrão devido ao menor consumo de combustível e à redução das emissões de carbono, bem como às melhorias projetadas para tornar a experiência de passar quase um dia inteiro no ar mais confortável. Se os prazos forem cumpridos, rotas diretas entre cidades tão distantes quanto Londres e Sydney poderão se tornar uma realidade comercial a partir de 2027, uma transformação que promete redefinir a forma como alguns dos pontos mais remotos do planeta estão conectados.