Parente do boi, o iaque é um bovino adaptado ao frio e ao ar rarefeito das montanhas do Tibete, onde tem importância econômica e cultural 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Foto tirada em 30 de março de 2026 mostra dois iaques brancos clonados no condado de Damxung, na Região Autônoma de Xizang (Tibete), no sudoeste da China — Foto: Xinhua RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/07/2026 - 21:09 China Avança na Clonagem de Iaques com Meta de 100 Até 2028 A China planeja expandir seu rebanho de iaques clonados para mais de 100 até 2028, utilizando clonagem e seleção genética para melhorar a espécie. Liderado pela Universidade de Zhejiang, o projeto já gerou 11 filhotes saudáveis. A técnica, que acelera o desenvolvimento de novas linhagens, visa conservar recursos genéticos e salvar subespécies ameaçadas. Contudo, especialistas alertam para a necessidade de transparência e medidas de conservação tradicionais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A China pretende ampliar seu rebanho de iaques clonados para mais de 100 animais até 2028, em uma iniciativa que combina clonagem e seleção genética para acelerar o melhoramento da espécie adaptada às altas altitudes do Planalto Tibetano. O projeto, liderado por pesquisadores da Universidade de Zhejiang, já produziu 11 filhotes saudáveis e representa uma nova etapa da estratégia chinesa para fortalecer a pecuária local, preservar recursos genéticos e, futuramente, tentar salvar subespécies ameaçadas de extinção. O plano foi anunciado após o nascimento, entre março e abril deste ano, de dez iaques clonados que completaram a gestação e nasceram por parto natural na região de Damxung, no Tibete. Segundo o coordenador da pesquisa, o professor Fang Shengguo, a meta agora é passar da atual fase de produção em pequena escala para um sistema capaz de formar um núcleo com mais de 100 animais considerados geneticamente superiores. O iaque (Bos grunniens) é um mamífero da família dos bovinos, parente do boi, adaptado às condições extremas das regiões de alta altitude do Planalto Tibetano e do Himalaia, onde vive a mais de 4 mil metros acima do nível do mar. Com pelagem longa e espessa, o animal suporta temperaturas muito baixas e desempenha papel essencial na economia e na cultura das comunidades locais, fornecendo carne, leite, lã e couro, além de ser utilizado como animal de carga em áreas montanhosas. Também é considerado importante para o equilíbrio do ecossistema da região. Primeiras clonagens e futuro do projeto Os cientistas afirmam que a técnica reúne análise completa do genoma e clonagem por células somáticas. A equipe sequenciou cerca de 9 mil iaques para identificar exemplares com características consideradas desejáveis, como crescimento acelerado, maior fertilidade, resistência a doenças e adaptação às condições extremas da região. Esses animais passam a servir como doadores do material genético utilizado na clonagem. De acordo com Fang, a tecnologia reduz o tempo necessário para desenvolver novas linhagens de 20 a 30 anos para aproximadamente cinco anos, permitindo ampliar rapidamente rebanhos com características específicas. O primeiro sucesso do projeto ocorreu em julho de 2025, com o nascimento do iaque clonado conhecido como "Nam Co Nº 1", considerado o primeiro exemplar da espécie obtido por clonagem. Segundo os pesquisadores, o animal nasceu com 16,75 quilos e atingiu 183,25 quilos aos nove meses, resultado apontado como evidência do bom desempenho da técnica. Foto tirada em 11 de julho de 2025 mostra um iaque clonado em uma base de criação de iaques no condado de Damxung, na Região Autônoma de Xizang (Tibete), no sudoeste da China — Foto: Xinhua/Jigme Dorje Em julho deste ano, outro iaque clonado nasceu por cesariana em uma base de reprodução em Damxung. O filhote, de pelagem totalmente preta, pesou 33,5 quilos ao nascer — acima da média da espécie — e foi descrito pelos pesquisadores como saudável e capaz de caminhar normalmente poucas horas após o parto. Além de aumentar a produtividade, autoridades locais afirmam que a iniciativa busca enfrentar a deterioração genética observada nos rebanhos nas últimas décadas. Segundo o governo do condado de Damxung, fatores como cruzamentos inadequados e mudanças ambientais reduziram o porte físico, o peso, a fertilidade e a resistência a doenças dos animais. O projeto também prevê a criação de um centro de inovação voltado ao melhoramento genético e à conservação de germoplasma, inaugurado nesta semana a cerca de 4.300 metros de altitude, onde os filhotes clonados estão sendo criados. Os pesquisadores planejam ampliar a produção de embriões, aumentar o número de fêmeas receptoras e desenvolver sistemas específicos de alimentação para sustentar a futura linhagem. Conservação e controvérsia Embora os primeiros clones sejam de iaques domésticos, o governo chinês também pretende aplicar a tecnologia à conservação de iaques selvagens, especialmente do raro iaque-dourado, subespécie da qual restariam cerca de 300 indivíduos no Tibete, segundo a mídia estatal chinesa. Foto tirada em 30 de março de 2026 mostra iaque negro clonado no condado de Damxung, na Região Autônoma de Xizang (Tibete), no sudoeste da China — Foto: Xinhua Pesquisadores já anunciaram a produção de mais de 200 embriões clonados de iaques selvagens e híbridos, utilizando células coletadas de animais mortos. Até o momento, porém, não houve confirmação do nascimento de nenhum clone da espécie selvagem. A iniciativa desperta debate entre especialistas em bioética e conservação. Defensores argumentam que a clonagem pode acelerar programas de preservação e fortalecer populações ameaçadas pelas mudanças climáticas, perda de habitat e redução da diversidade genética. Por outro lado, pesquisadores alertam para a necessidade de maior transparência sobre o projeto. Ainda não foram divulgados dados sobre quantas tentativas fracassaram antes dos 11 nascimentos bem-sucedidos, quantos embriões não sobreviveram, quais critérios garantem diversidade genética entre os clones nem quais protocolos de bem-estar animal e fiscalização ética são adotados. Colombiano está clonando orquídeas que estão à beira da extinção 1 de 14 Em meio a uma explosão de cores nas florestas do noroeste da Colômbia, surge uma coleção de 25 mil orquídeas, a “paixão” de Daniel Piedrahita — Foto: Reprodução/Alma del bosque 2 de 14 Ali são cultivadas plantas exóticas e nativas, dadas de presente, compradas e até clonadas, em um esforço para salvar da extinção espécies ameaçadas — Foto: Reprodução/Alma del bosque X de 14 Publicidade 14 fotos 3 de 14 Ele protege as espécies da desflorestação, a principal ameaça a estas e a muitas outras espécies vegetais e animais na Colômbia — Foto: Reprodução/Alma del bosque 4 de 14 O país é um dos que tem a maior biodiversidade do mundo e irá acolher a COP16 este ano — Foto: Reprodução/Alma del bosque X de 14 Publicidade 5 de 14 O hobby de Piedrahita é antigo, e ele encontrou terras férteis no país andino com o maior número de espécies de orquídeas e onde novas variedades são descobertas regularmente — Foto: Reprodução/Alma del bosque 6 de 14 Alguns são de tamanho miniatura com pequenas manchas, outros com pétalas marcantes com bordas onduladas — Foto: Reprodução/Alma del bosque X de 14 Publicidade 7 de 14 Cerca de 20 espécies da reserva estão ameaçadas, e o sonho é reintroduzi-las em seus locais de origem — Foto: Reprodução/Alma del bosque 8 de 14 O santuário também é um laboratório de multiplicação de orquídeas ameaçadas de extinção, como a Anguloa Brevilabris ou a Drácula Nosferatu, exclusiva da Colômbia — Foto: Reprodução/Alma del bosque X de 14 Publicidade 9 de 14 A clonagem consiste em polinizá-las para reproduzir um “clone puro” e, assim, obter uma cápsula de semente, que se tornará uma orquídea após um processo que pode durar anos — Foto: Reprodução/Alma del bosque 10 de 14 O próximo passo é clonar os colombianos antes que desapareçam — Foto: Reprodução/Alma del bosque X de 14 Publicidade 11 de 14 Embora não se considere um fã em si, Garrett Chung, um jovem turista americano que veio com a família, ficou absorto ao entrar naquele “belo ambiente” — Foto: Reprodução/Alma del bosque 12 de 14 Parte do passeio para visitantes inclui um que é particularmente especial para o floricultor: a Sobralia Piedrahitae, que leva seu sobrenome — Foto: Reprodução/Alma del bosque X de 14 Publicidade 13 de 14 odos os anos novas espécies aparecem no radar da Colômbia, como as oito descobertas em janeiro e batizadas em homenagem às mulheres colombianas — Foto: Reprodução/Alma del bosque 14 de 14 Após décadas de estudo, milhares de flores e inúmeras horas de cultivo, Piedrahita tem um conceito claro. "Uma orquídea? Vou definir para vocês em uma só palavra: perfeição" — Foto: Reprodução/Alma del bosque X de 14 Publicidade Daniel Piedrahita protege espécies de desflorestação, principal ameaça a muitas espécies vegetais e animais Especialistas também destacam que a clonagem continua sendo uma técnica imperfeita, capaz de gerar anomalias genéticas e elevadas taxas de insucesso. Para eles, embora a tecnologia possa complementar estratégias de conservação, ela não substitui medidas consideradas essenciais, como proteção dos habitats naturais, redução das emissões de gases de efeito estufa e combate à degradação ambiental que ameaça as populações selvagens.
China quer criar rebanho com mais de 100 iaques clonados até 2028; entenda
Parente do boi, o iaque é um bovino adaptado ao frio e ao ar rarefeito das montanhas do Tibete, onde tem importância econômica e cultural








