Visto japonês — Foto: Reprodução: internet O governo do Japão planeja revisar as diretrizes para a concessão de residência permanente a estrangeiros a partir de outubro, introduzindo critérios mais rígidos, que incluem uma exigência de renda mínima, segundo apurou o "Nikkei Asia". As mudanças propostas pela Agência de Serviços de Imigração passam a exigir que os candidatos comprovem ter, de forma contínua, ganhos superiores à média salarial das famílias japonesas. A medida visa garantir que os residentes permanentes tenham condições de se sustentar a longo prazo, evitando a dependência de assistência pública no futuro. Em geral, os solicitantes também precisarão comprovar elegibilidade para receber um benefício de aposentadoria equivalente a 30 anos de contribuição ao Seguro de Pensão dos Empregados do país. Atualmente, a Lei de Controle de Imigração exige que os candidatos tenham boa conduta, bens ou habilidades suficientes para manter um sustento independente, além de atender aos interesses nacionais do Japão. Como as regras atuais não detalham valores de renda ou outros parâmetros específicos, a revisão busca estabelecer critérios mais objetivos. A agência também pretende criar padrões concretos para definir o que constitui o "interesse nacional". Entre os fatores analisados estarão o nível de fluência no idioma japonês e o conhecimento do candidato sobre o funcionamento das instituições e sistemas do país. Paralelamente, o governo quer definir até março de 2027 uma política geral para receber estrangeiros. Um grupo de estudos vai analisar se é o caso de criar limites e cotas de entrada, calculando quantos imigrantes o país realmente precisa para suprir a falta de trabalhadores devido ao envelhecimento da população.