"Em linguística, a gente pode subverter aquela frase ‘diga com quem você anda e eu vou te dizer quem você é'. Simplesmente diga e eu vou te dizer quem você é", reflete o professor Caetano Galindo ao analisar os dados da Folha sobre quase 4.000 falas públicas de Donald Trump.
Para ele, o presidente americano se mostra, sobretudo, um narcisista de poucas obsessões, com a ideia de superioridade como a principal delas. Trump está interessado em semear conflitos contra inimigos externos por meio de discursos paranoicos e simples, avalia o linguista e tradutor, também professor de Letras na Universidade Federal do Paraná.
Isso se verifica não apenas por Trump expressar confiança em suas falas e pela correlação crescente de raiva e medo com o uso de pronomes da terceira pessoa do plural; é um perfil que também se depreende da estrutura infantil de seus discursos, com baixa variedade vocabular. "Ele veicula ideias muito simples, duras, que precisam ser apresentadas assim".
Seis milhões de empregos na Indústria foram perdidos desde o NAFTA, quando 21 milhões de imigrantes ilegais atravessaram nossas fronteiras, pense nisso, muitos dos quais eram criminosos violentos, assassinos, chefes do tráfico e pessoas mentalmente perturbadas.








