Confiança, expectativa e alegria. Estas são as emoções que Donald Trump exprime com maior frequência em falas públicas. O padrão acompanha a carreira política do atual presidente americano, de 2015 —na pré-campanha de seu primeiro mandato— até 9 de fevereiro de 2026, período analisado pela Folha.
O levantamento da reportagem foi feito a partir de dados de 4.000 falas públicas dele nesse intervalo de tempo. A base reúne discursos preparados, comentários pontuais, debates eleitorais e declarações à imprensa ou à sua própria rede social, em vídeos.
As falas somam 20,5 milhões de ocorrências de palavras. Elas foram analisadas com o auxílio de algoritmos de aprendizagem de máquina para processamento de texto em grande volume e classificadas por uma metodologia de análise lexical de emoções; é possível ler mais sobre essa metodologia ao fim da reportagem.
Mesmo diante de públicos diferentes, o perfil emocional dos discursos de Trump pouco se altera. Falando com jornalistas, o público geral ou outros candidatos, confiança e expectativa seguem como as emoções dominantes. Ele é mais alegre em discursos, mas expressa confiança com maior frequência em entrevistas.
Apesar de prevalecer sobre as demais, sua confiança não é inabalável. O auge dessa emoção ocorreu na primeira metade do primeiro mandato e, depois, por um breve período com ele fora da Presidência.












