Em meio à perspectiva de novas tarifas sobre produtos brasileiros e de mais uma ofensiva contra o Pix, esta coluna pede licença para desviar do imbróglio comercial Brasil-Estados Unidos, preferindo analisar os últimos rompantes do presidente americano. Porque merecem registro.
Dias atrás, ele vociferava contra um juiz federal —"escolhido por Barack Hussein Obama!", salientou— por ousar suspender o projeto de reforma do Kennedy Center e ordenar a remoção do nome "Donald J. Trump" da fachada da instituição. Em 1964, meses após o atentado fatal em Dallas, autorizou-se por lei a troca de nome do National Cultural Center para Kennedy Center, em memória do presidente assassinado.
Trump não está nem aí com isso. Desancou o juiz, quer brigar pela reforma no Congresso e, aos seguidores, queixou-se que "democratas da esquerda radical querem atingir o seu presidente favorito, EU".
Subiu o tom quando músicos escalados para os concertos dos 250 anos da independência americana começaram a cancelar participação —caso de Morris Day, vocalista da banda The Time, da cantora country Martina McBride e do rapper Young MC, entre outros. Trump chamou-os de artistas de terceira categoria e avisou que ele será a atração número um. Garante arrastar multidões maiores do que Elvis Presley em seus melhores dias.














