Aos 77 anos, a dona de casa Izede Zago diz viver a fase de maturidade cercada pela família. Depois de criar as duas filhas e participar da criação dos três netos, que passavam os dias em sua casa enquanto os pais trabalhavam, Izede cozinha as marmitas que o neto Theo, 21, leva para o trabalho.
Os três já são adultos, mas continuam presentes em seu cotidiano. Theo dorme no apartamento da avó quando precisa ir cedo à empresa e leva as marmitas preparadas por ela. Ele não precisa gastar com comida fora de casa nem com os alimentos para a produção e faz a alegria da avó. "Não tem satisfação maior. É vó 24 horas", afirma Izede.
Na casa de Irani Calegari Silva, 70, e José Alberto Pereira da Silva, 76, a neta Rebecca Baldon, 20, é presença mais do que especial. Os três vão juntos à academia e costumam fazer viagens, todas custeadas pelos avós. Eles também são os responsáveis por pagar a faculdade de arquitetura de Rebecca. "Dissemos: 'Se você quiser fazer, pode fazer que a gente assume'", conta Irani.
Os casos de Izede e Irani mostram uma realidade cada vez mais comum no Brasil. Com a longevidade acelerada do brasileiro, as alterações no mercado de trabalho e as mudanças nas dinâmicas das famílias, avós têm se dedicado ainda mais aos cuidados dos netos, assumindo também gastos financeiros.









