Modelo de cuidado domiciliar cresce no Brasil e se consolida como alternativa que une segurança, conforto e atendimento personalizado para idosos e famílias Divulgação — Foto: PressWorks O envelhecimento da população brasileira e as mudanças na estrutura familiar têm impulsionado uma transformação importante na forma como o cuidado com idosos é realizado. Cada vez mais famílias têm optado pelo atendimento domiciliar como alternativa às instituições de longa permanência, priorizando conforto, proximidade e qualidade de vida. Nesse cenário, o home care vem ganhando espaço por permitir que o idoso permaneça em seu ambiente familiar, cercado de suas rotinas, memórias e vínculos afetivos, sem abrir mão de acompanhamento profissional especializado. Segundo Daniela Jones, fundadora da Said Rio, empresa referência em assistência domiciliar, essa escolha está diretamente relacionada à busca por um cuidado mais humanizado e individualizado. “As famílias querem garantir segurança e bem-estar, mas também desejam preservar a autonomia e a dignidade do idoso. O atendimento domiciliar permite exatamente isso: um cuidado técnico aliado ao acolhimento emocional dentro do próprio lar”, afirma. Entre os principais benefícios do modelo estão o atendimento personalizado, a adaptação do plano de cuidados às necessidades de cada paciente e a redução do risco de infecções hospitalares, comuns em ambientes institucionalizados. Além disso, o acompanhamento em casa facilita a participação da família no processo de cuidado, permitindo maior proximidade e acompanhamento da evolução clínica e emocional do idoso. Outro diferencial destacado pela especialista é a atuação de equipes multidisciplinares, que integram diferentes áreas da saúde no cuidado contínuo do paciente. “Na Said Rio, por exemplo, o paciente pode contar com cuidadores, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais que trabalham de forma integrada. Isso garante uma visão completa das necessidades do idoso”, explica Daniela. O crescimento da demanda também está relacionado às novas configurações familiares, em que filhos e cuidadores muitas vezes conciliam trabalho, rotina intensa e responsabilidades pessoais, tornando o suporte profissional essencial. Para Daniela, o atendimento domiciliar não substitui a família, mas atua como uma extensão do cuidado. “Não se trata de afastar o idoso da família, mas de apoiar essa família. O cuidado profissional garante mais segurança, enquanto os vínculos afetivos continuam sendo preservados e fortalecidos”, conclui.