Países receberam reforços para lidar com a crise, que afeta zonas populosas como arredores de Madri e Bordeaux 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bombeiro observa incêndio florestal na França: região de Bordeaux e Espanha enfrentam crise — Foto: Julien de Rosa/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/07/2026 - 21:55 França e Espanha enfrentam incêndios florestais e evacuações em massa Incêndios florestais descontrolados avançam na França e Espanha, levando a evacuações em massa e criando uma "noite difícil" para as autoridades. Mais de 280 mil pessoas foram retiradas, afetando áreas próximas a Bordeaux e Madri. Condições climáticas extremas, resultado das mudanças climáticas, agravam a crise. Os governos mobilizam recursos para enfrentar a situação e proteger vidas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Incêndios florestais fora de controle devastaram neste sábado regiões da França e da Espanha, com as autoridades alertando para uma "noite difícil" pela frente e emitindo novas ordens de retirada para moradores em regiões próximas a Bordeaux e no oeste de Madri. — A situação é complexa — declarou à imprensa o ministro espanhol Fernando Grande-Marlaska. — As condições meteorológicas, como vocês puderam ver ao longo do dia, não ajudaram em nada. A noite que temos pela frente não se apresenta favorável. Não será fácil para nós. Mais de 260 mil "refugiados do fogo" foram retirados de suas casas na França e nas proximidades da capital espanhola. Na noite de sábado, o Ministério do Interior espanhol anunciou uma série de novas ordens de retirada, enquanto os incêndios causavam destruição na província de Toledo, a sudoeste de Madri, região onde dois focos de queimada independentes se juntaram na sexta-feira. Em outro incêndio diferente na localidade de Manises, perto da cidade de Valência, no leste da Espanha, uma pessoa morreu, mas segundo a Prefeitura, o fogo já foi controlado. Embora ainda estejam longe da capital, as chamas afetam municípios residenciais populosos na Espanha, frequentemente cercados de colinas, áreas de floresta e matagais, que favorecem a uma propagação do fogo. As chamas já queimaram 25 mil hectares em Madri e na província vizinha de Ávila, no que as autoridades qualificaram como "o pior incêndio da história" da região. — Pensei que tudo iria se incendiar, a casa, tudo. Já tinha preparado uma mala para coisas básicas — contou a peruana Jacqueline Villafranca, de 38 anos, que foi retirada na sexta-feira da cidade de Navalagamella, de 3 mil habitantes, e levada de ônibus com o marido e suas duas filhas, de 2 e 16 anos, para o município madrilense de Alcobendas. O chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou, neste sábado, em uma das áreas afetadas que a "prioridade" é "salvaguardar vidas". Milhares são evacuados de destino turístico na França em meio a incêndios florestais Desolação Na França, os incêndios se concentram em dois departamentos do sudoeste do país, Gironde e Landes, e teme-se que ameace a cidade de Bordeaux. A prefeitura de Gironde ordenou, na noite deste sábado, a retirada de 8 mil moradores de Marcheprime e Cestas, a menos de 30 km de Bordeaux, "diante do recrudescimento do incêndio" que devasta a região desde a quarta-feira. Com esta nova operação, o número de pessoas retiradas em Gironde por causa dos incêndios supera com folga a marca das 200 mil. Desde a quarta-feira, cerca de 167 mil foram instadas a deixar suas casas ou locais de veraneio na região. Segundo os bombeiros de Gironde, contactados pela AFP, o fogo apresenta uma virulência que reativou a formação do fenômeno "pirocumulonimbo", durante o qual o fogo "cria seu próprio vento, com redemoinhos, e se torna errático e incontrolável". Bombeiros lançam água em floresta durante um incêndio perto da cidade de Lège-Cap-Ferret, no sudoeste da França — Foto: Julien de Rosa/AFP — É a desolação — suspirou Matthieu Plessis, de 40 anos, ao ver neste sábado suas galinhas com a plumagem enegrecida e as ruínas ainda fumegantes de sua casa, próxima à cidade de Lège-Cap-Ferret, em Gironde. — Foi um inferno. Às três da tarde era de noite de tanta fumaça que havia. As chamas em Gironde já devastaram mais de 32.000 hectares, três vezes a superfície de Paris, e destruíram pelo menos 140 residências, segundo as autoridades. A França mobilizará no total 1.500 militares para apoiar as evacuações e proteger as residências que ficaram sem vigilância. Além disso, usou pela primeira vez um avião militar de transporte A400M para descarga de produtos para desacelerar o avanço do fogo. Unidade Militar de Emergências da Espanha e bombeiros combatem incêndio florestal próximo à área residencial de La Atalaya, a 80 km a oeste de Madri — Foto: Cesar Manso/AFP "Reconstruiremos, repararemos e estaremos presentes por todo o tempo que for necessário" nas áreas mais afetadas, assegurou o presidente Emmanuel Macron em postagem neste sábado no X. Desde o começo do ano, os incêndios queimaram mais de 168 mil hectares na Espanha, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS). E na França, foram 98 mil hectares queimados, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez. Estes incêndios são consequência da maior inflamabilidade das florestas e da vegetação por causa da seca e das ondas de calor excepcionais que se sucederam desde junho na Europa, consequência das mudanças climáticas, segundo cientistas.
Incêndios florestais avançam na França e na Espanha e autoridades preveem 'noite difícil' e ordenam novas retiradas
Países receberam reforços para lidar com a crise, que afeta zonas populosas como arredores de Madri e Bordeaux
















