Fogo avança nos arredores da capital espanhola e na região de Bordeaux, mobiliza ajuda da União Europeia e agrava crise impulsionada pela seca e pelas ondas de calor 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Turistas desembarcam de um barco ao chegarem a Arcachon durante uma operação de evacuação — Foto: ROMAIN PERROCHEAU/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 11:33 Incêndios forçam evacuações em massa na Espanha e França Incêndios florestais cercam Madri e Bordeaux, provocando evacuações em massa na Espanha e na França. Mais de 59 mil pessoas foram afetadas, agravadas pela seca e altas temperaturas. A União Europeia mobiliza aeronaves para combater as chamas. Na Espanha, a situação é crítica com ventos fortes e baixa umidade dificultando o controle do fogo, enquanto o maior incêndio está em Guadalajara. Na França, a região de Bordeaux também sofre, com evacuações em Cap Ferret. Mudanças climáticas são apontadas como agravante. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O cheiro de fumaça tomou conta de áreas de Madri na manhã desta sexta-feira (24), enquanto incêndios florestais seguem fora de controle nos arredores da capital espanhola. Na Espanha e na França, mais de 59 mil pessoas tiveram de deixar suas casas ou permanecer confinadas por causa das chamas, que avançam favorecidas pela seca e pelas altas temperaturas. "Estamos vivendo uma situação dramática, não apenas em diferentes províncias espanholas, mas também em regiões de países vizinhos", afirmou o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Segundo ele, os incêndios "estão devastando milhares de hectares". Na Comunidade de Madri, cerca de 19 mil pessoas foram evacuadas ou permanecem confinadas devido ao que o governo regional classificou como o pior incêndio da história da região. O fogo já destruiu cerca de 6 mil hectares. "Para uma região como esta, com uma forte concentração de moradias e de população, é uma catástrofe", afirmou a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso. "Nunca havíamos vivido algo assim." Os bombeiros tentaram impedir que diferentes focos se unissem, mas, no início da tarde, os serviços de emergência anunciaram que dois incêndios passaram a formar uma única frente de fogo, ampliando a ameaça a novas cidades. As chamas atingem municípios residenciais nos arredores de Madri, muitos deles cercados por áreas de mata e colinas que favorecem a propagação do fogo. As condições meteorológicas dificultam o combate aos incêndios. Segundo o ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, ventos superiores a 50 km/h, temperaturas elevadas e baixa umidade comprometem o trabalho das equipes. — Temos uma situação adversa, como podem ver pelo vento. As nossas estimativas apontam para mais de 50 km/h, a temperatura também não vai nos trazer nenhuma facilidade e o mesmo vale para o nível de umidade — afirmou. Diante da gravidade da situação, o Ministério do Interior da Espanha acionou o mecanismo europeu de proteção civil e solicitou o envio de quatro aeronaves para combate ao fogo. A Grécia respondeu com o envio de dois aviões anfíbios Canadair. Imagens divulgadas pela Guarda Civil mostram chamas próximas a casas em San Martín de Valdeiglesias e grandes colunas de fumaça ao redor de Villa del Prado, municípios localizados a cerca de 60 quilômetros a oeste de Madri. O maior incêndio do país, porém, está na província de Guadalajara, a cerca de 100 quilômetros ao norte da capital. Em uma semana, o fogo destruiu aproximadamente 32 mil hectares. As chamas perderam intensidade, permitindo a retirada do Exército da área, mas o incêndio ainda não foi controlado. Mais de 200 bombeiros continuam mobilizados, com apoio de cerca de 20 equipes em terra e duas aeronaves. Na França, os incêndios também seguem avançando, especialmente perto da região vinícola de Bordeaux, no sudoeste do país. As chamas obrigaram moradores e turistas a deixar a península de Cap Ferret de barco, em plena temporada de férias de verão. Segundo o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, cerca de 40 mil pessoas foram evacuadas ou estão sendo retiradas das áreas de risco, e 80 casas foram atingidas pelo fogo. O presidente francês, Emmanuel Macron, informou que o país também acionou o mecanismo europeu de proteção civil e alertou que a situação continua "muito intensa". A União Europeia anunciou o envio de três aviões-tanque para reforçar o combate às chamas. O sudeste da França também foi atingido por dezenas de incêndios intensificados pelos ventos. Desde terça-feira, cerca de 25 casas foram destruídas, segundo as autoridades. Na Itália, milhares de agentes de emergência combatem dezenas de incêndios na Sicília e na Calábria. Uma autoridade local afirmou que alguns focos podem ter sido provocados criminosamente por pessoas que amarraram trapos embebidos em líquido inflamável ao rabo de gatos de rua para espalhar o fogo. Segundo dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (Effis), analisados pela AFP, 2026 já registra a segunda maior área queimada na União Europeia desde o início da série histórica, há cerca de 20 anos. Apenas na França, mais de 50 mil hectares foram destruídos pelo fogo desde o início do ano, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2025. Um estudo divulgado na quinta-feira pelo grupo World Weather Attribution concluiu que a mudança climática agravou a seca que atinge a Europa. Segundo os pesquisadores, o aquecimento global provocado principalmente pela queima de combustíveis fósseis intensificou as ondas de calor registradas em junho e julho, favorecendo a propagação dos incêndios.
Incêndios cercam Madri e obrigam a evacuações na França e Espanha
Fogo avança nos arredores da capital espanhola e na região de Bordeaux, mobiliza ajuda da União Europeia e agrava crise impulsionada pela seca e pelas ondas de calor














