Para quem gosta de dividir a direita entre fisiológicos do centrão e radicais bolsonaristas, Flávio Bolsonaro é um problema: é tão golpista quanto o pai e tão, digamos, enrolado quanto os Ciros Nogueiras deste mundo.
Em nome da responsabilidade jurídica, devo dizer que ainda não está provado que Flávio Bolsonaro é ladrão.
Tudo o que sabemos é que Flávio empregava parentes de um miliciano que participavam de um esquema de rachadinha, pagou por uma mansão com empréstimo camarada do Banco de Brasília (o mesmo do caso Master), pediu 130 milhões para o dono do Banco Master para fazer um filme que ninguém até agora explicou como pode custar tudo isso, certificou-se de que o dinheiro circularia pelos Estados Unidos, onde seu irmão Eduardo conspira contra o Brasil, e, descobrimos esta semana, emitiu notas fiscais por serviços prestados ao ecossistema Master.
Também sabemos que os aliados de Flávio no Rio de Janeiro deram bilhões de reais de aposentados para o Banco Master, e que os aliados de Flávio no Distrito Federal queimaram bilhões do Banco de Brasília (o mesmo que ajudou Flávio a comprar a mansão) para salvar o Master, o que pode ou não ter relação com a generosidade de Daniel Vorcaro enquanto patrono da sétima arte.










