A dieta é um dos fatores mais importantes para a saúde, mas é surpreendentemente difícil para os pesquisadores descobrir o que as pessoas comem.
As ferramentas comuns dos pesquisadores, como questionários de frequência alimentar ou pedir às pessoas que lembrem o que comeram no dia anterior, são tediosas e caras, afirma Christopher Gardner, cientista nutricional da Universidade Stanford. Esses esforços dependem de as pessoas serem sinceras e precisas; as pessoas esquecem cerca de 15% a 20% do que comeram após alguns dias.
É uma das razões pelas quais a pesquisa nutricional é tão difícil e por que as melhores evidências vêm de pequenos estudos em câmaras metabólicas, diz Gardner. Nesses estudos, os pesquisadores essencialmente "encarceram alguém", acrescenta. "A pessoa não pode sair. Você cozinha a comida para ela, passa por baixo da porta, sabe se ela não terminou."
Clientes fazem compras na loja principal da rede Whole Foods em Austin, no Texas, em 25 de outubro de 2025 - Sandy Carson /The New York Times
Mas um novo estudo, publicado na segunda-feira (20) na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, aponta para um tesouro de dados nutricionais: o esgoto. Usando águas residuais da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, pesquisadores procuraram vestígios de DNA alimentar que sobreviveram à digestão. Por menos de um centavo por pessoa, identificaram centenas de alimentos que haviam sido consumidos —como chocolate, alface, peru, mirtilos, pimenta-do-reino— e puderam até inferir o perfil socioeconômico de uma comunidade.









