Quanto maior a variedade de alimentos que uma criança aceita no prato, mais saudável será sua alimentação. Essa é uma crença comum entre pais que procuram a ajuda de especialistas porque seus filhos comem apenas uma quantidade limitada de alimentos. Mas será que essa afirmação corresponde à realidade?

Pesquisadores do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares (Cenda), do Instituto Pensi, analisaram o repertório alimentar de 237 crianças e adolescentes com dificuldades alimentares.

Os resultados mostram que a relação entre variedade e qualidade da dieta é mais complexa do que normalmente se imagina. O estudo foi publicado na revista Recent Progress in Nutrition (Lidsen Publishing).

A variedade da dieta faz parte de um processo de aprendizagem que começa já na fase de introdução alimentar. Esse processo contempla a oferta frequente de diferentes alimentos adequados à idade, respeitando os sinais de prontidão do bebê e de forma segura.

Ao longo do desenvolvimento, é necessário evoluir a consistência dos alimentos, ajustar os volumes oferecidos e manter o aleitamento materno (ou a fórmula infantil), compreendendo que o bebê pode passar por fases em que comerá mais ou menos.