Operações da polícia e do Ministério Público revelam uma rede de prestadores de serviços ilícitos que, embora atue de forma muitas vezes autônoma, cria conexões entre diferentes grupos criminosos.

Esses núcleos trabalham em segmentos variados do mercado ilegal e formam o elo de casos de corrupção na política com facções criminosas, ainda que indiretamente. É a chamada convergência criminal.

A lavagem de dinheiro é a principal conexão, mas oportunidades de negócios ilegais envolvem também serviços contábeis, mercadorias falsificadas, transporte de produtos e venda de empresas de prateleira.

O exemplo mais recente abrange os contadores Meire Poza e Leonardo Meirelles, alvos na última semana de uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo contra um esquema de movimentação de recursos em favor do PCC.

A defesa de Meire disse à Folha que ainda avalia a decisão que a deteve e desconhece qualquer fato que justifique a medida nesse momento. A reportagem não localizou a defesa de Meirelles, contra quem há dois mandados de prisão pendentes de cumprimento.