"Confio plenamente em meu amigo Flávio", disse Milei enquanto fazia críticas às políticas econômicas adotadas por governos anteriores na Argentina. O presidente argentino também disse acreditar que o Brasil se juntaria a outros países da América Latina ao eleger um presidente de direita. "Hoje, o Brasil pode se somar à transformação regional que, nos últimos anos, levou a América Latina a deixar de ser uma região associada à miséria romantizada, retratada por certas obras de realismo mágico, para se tornar um sinônimo de progresso. Creio firmemente que não há outro caminho capaz de afastar o risco que paira sobre o Brasil como uma espada de Dâmocles", disse o argentino. Em seu discurso, Milei também fez críticas a programas de transferência de renda. "Esse é o método que tem operado em toda a região: causar um desequilíbrio econômico com o objetivo de 'comprar' votos para não perder o poder nas eleições seguintes", disse. Michelle envia vídeo para convenção do PL, reforça papel da mulher e cita Flávio uma vez "Depois, quando perdem, assume a direita, que precisa solucionar todos esses problemas, enquanto a própria esquerda, que os causou, ainda a culpa. Se ganha, ganha; se perde, também", comentou o argentino. O presidente citou países como Bolívia, Chile, Equador e Colômbia, todos na América do Sul, como exemplos. "Essa foi a tragédia do socialismo do século 21. Nunca entregou aos seus sucessores um país pronto para continuar crescendo. Ao contrário, sempre deixou um Estado sobredimensionado, uma economia destruída, moeda fraca e uma sociedade esgotada de servir como laboratório para experimentos socialistas", discursou. "Por isso, é preciso alguém que, como aconteceu na Argentina, esteja disposto a enfrentar essa realidade e a se tornar a voz dessa maioria silenciosa que já sofreu muito. Falo do meu amigo Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro", defendeu. Visita a Bolsonaro negada Na última semana, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para que ele recebesse a visita de Milei. A visita, que estava prevista para acontecer neste sábado, no entanto, foi negada pelo ministro. A negativa do ministro também foi alvo de uma reclamação do presidente argentino. "Estimado Jair, mando-lhe um abraço à distância. Tenho certeza de que, quando os obstáculos burocráticos forem superados, poderemos nos reencontrar e dar um abraço pessoalmente, querido Jair Bolsonaro", comentou o presidente argentino. Milei lembrou que não recebeu permissão de visitar o ex-presidente, enquanto Lula, quando esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), recebeu políticos. "A Justiça brasileira não me permitiu visitar meu amigo injustamente encarcerado, quando Lula se cansou de receber dirigentes estrangeiros enquanto esteve preso, entre eles o então presidente da Argentina, Alberto Fernández", disse. "Isso não é nada além de mais uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e do caráter vingativo de seus responsáveis", completou.