Cada vez mais, o avanço na carreira depende de algo que nenhum diploma ensina sozinho: a capacidade de construir networking com base em confiança e escuta. Habilidades técnicas continuam pesando na balança, mas passaram a dividir espaço com um conjunto de comportamentos que aproximam pessoas e abrem portas antes fechadas.
O profissional que se destaca não é apenas o mais qualificado no currículo. É também aquele capaz de se tornar lembrado, de gerar confiança em poucas interações e de manter vínculos que se sustentam ao longo do tempo.
A executiva Mara Leme Martins, VP do BNI Brasil, reúne mais de duas décadas de atuação à frente da maior organização de networking de negócios do mundo. A partir dessa trajetória, ela reuniu cinco práticas voltadas a quem busca se destacar no ambiente profissional, mesmo sem histórico extenso de relacionamentos ou desenvoltura natural para se comunicar.
Para Mara, a base do problema está numa ideia antiga, mas ainda pouco aplicada. “Como já defendia Dale Carnegie, autor do clássico Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, a chave para prosperar profissionalmente está nas relações humanas: saber ouvir, se interessar genuinamente pelo outro e criar empatia”, afirma a executiva. Segundo ela, essas competências seguem subestimadas, embora decidam quem consegue reconhecimento e quem constrói uma rede de contatos ativa.











