Pesquisa da Heach Recursos Humanos aponta que 42% dos empregadores já priorizam o perfil comportamental nas contratações; Especialista da Catho destaca potencial de desenvolvimento e capacidade de adaptação como habilidades valorizadas Divulgação — Foto: Divulgação A formação acadêmica e a experiência profissional continuam sendo importantes na hora da contratação, mas já não é o centro das decisões das empresas. A "Pesquisa Nacional Heach 2026 - O Brasil Contrata por Competência ou por Comportamento?" mostra que, pela primeira vez, o perfil comportamental passou a ser o principal critério para a contratação de novos profissionais. Entre empresários e gestores, 42% afirmam priorizar aspectos como postura, capacidade de adaptação e inteligência emocional, enquanto a experiência profissional aparece em segundo lugar (24%) e a competência técnica em terceiro (18%). A mudança também se reflete na percepção sobre os desafios da contratação. Segundo o levantamento, 84% dos empresários afirmam já ter contratado profissionais tecnicamente excelentes que não entregaram os resultados esperados por questões comportamentais. Ao mesmo tempo, 78% dos profissionais de Recursos Humanos já utilizam ferramentas de avaliação comportamental para apoiar processos de recrutamento, promoção e desenvolvimento de talentos. Para Patrícia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora da Catho, o cenário acompanha uma transformação mais ampla do mercado de trabalho, em que a velocidade das mudanças faz com que características comportamentais ganhem peso na escolha dos profissionais. "Hoje, as empresas procuram pessoas capazes de aprender continuamente, lidar com mudanças e colaborar em ambientes cada vez mais dinâmicos. Não por acaso, habilidades como inteligência emocional, capacidade de adaptação, pensamento crítico e boa comunicação passaram a fazer diferença desde as primeiras etapas do processo seletivo. O conhecimento técnico continua sendo essencial, mas muitas competências podem ser desenvolvidas ao longo da carreira, enquanto as habilidades comportamentais tendem a fazer cada vez mais diferença para o sucesso do profissional dentro das organizações", afirma a diretora. Essa percepção também aparece na Pesquisa de Tendências da Catho. Entre as soft skills mais valorizadas pelas empresas estão: inteligência emocional (61,7%), pensamento crítico e resolução de problemas (54,5%), adaptabilidade e flexibilidade (46,7%), criatividade e inovação (41,6%) e comunicação eficaz (38,2%). Segundo Patrícia, essa transformação modifica a forma como os candidatos devem se preparar para os processos seletivos. Reunir certificados e experiências no currículo ainda contam bastante, mas é importante demonstrar resultados alcançados, capacidade de aprendizado, resolução de problemas e habilidade para trabalhar em equipe. "O currículo continua sendo a porta de entrada para um processo seletivo, mas ele já não conta toda a história do profissional. As empresas querem entender como o candidato reage aos desafios, trabalha em equipe e contribui para o ambiente de trabalho. Hoje, o mercado busca profissionais que consigam evoluir junto com o negócio e acompanhar as transformações do mundo do trabalho. O potencial de desenvolvimento é um diferencial competitivo tanto para quem está começando a carreira quanto para profissionais experientes que desejam assumir novos desafios", conclui Patrícia.