Pesquisa acompanhou adultos por quase 24 anos e verificou uma diferença marcante entre ficar sentado trabalhando ou ficar passivamente assistindo TV 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Assistir TV demais pode não ser bom para o cérebro — Foto: Magnific RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/07/2026 - 08:00 Assistir TV por Longo Período Afeta Cérebro Masculino, Diz Estudo Um estudo publicado na revista Alzheimer's & Dementia revela que assistir TV por longos períodos pode impactar negativamente o cérebro, especialmente em homens. A pesquisa, que durou quase 24 anos e analisou mais de 1.700 adultos, constatou que essa atividade passiva está associada a volumes cerebrais menores e danos relacionados ao Alzheimer, diferentemente de atividades cognitivamente ativas. A diferença entre os sexos e o tipo de sedentarismo pode influenciar os resultados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Há mais de 40 anos os Titãs já cantavam "a televisão me deixou burro, muito burro demais". Agora, um novo estudo mostra que a banda de rock nacional tinha certa razão. O trabalho sugere que passar horas diante da TV pode ter um efeito negativo na saúde cerebral que não é observado quando se passa o mesmo tempo sentado à mesa resolvendo problemas, respondendo a e-mails ou, de alguma forma, colocando o cérebro para trabalhar. Isso porque assistir TV é considerada uma atividade cognitivamente passiva. A pesquisa, publicada na revista Alzheimer's & Dementia: Journal of the Alzheimer's Association, acompanhou mais de 1.700 adultos por quase 24 anos. O estudo constatou que homens que assistiam frequentemente à televisão na meia-idade apresentavam volumes cerebrais menores em regiões vulneráveis à doença de Alzheimer, além de um maior grau de danos cerebrais associados ao declínio cognitivo e à demência. O mesmo não foi observado em mulheres. Para garantir que o efeito não estava relacionado ao fato de as pessoas estarem sentadas por muito tempo — algo que vem sendo apontado por estudos como prejudicial à saúde —, os pesquisadores levaram em conta as diferenças na atividade física geral, e isso não afetou o resultado. Assim, a prática ou não de exercícios não interferiu nos achados. "Durante anos, concentramo-nos em quanto tempo as pessoas passam sentadas. Nossas descobertas sugerem que também devemos prestar atenção ao que elas estão fazendo enquanto estão sentadas", diz o biólogo David Raichlen, da Universidade do Sul da Califórnia, em comunicado. Os pesquisadores analisaram especificamente áreas do cérebro conhecidas por apresentar alterações precoces na doença de Alzheimer e demências relacionadas, bem como áreas com maior volume de hiperintensidade da substância branca (HSB) — um "marcador de doença cerebrovascular de pequenos vasos associado ao declínio cognitivo e ao risco de demência", segundo o estudo. Em comparação com aqueles que relataram assistir à televisão "com muita frequência", as pessoas que relataram ficar sentadas "sempre" durante o trabalho apresentaram menos lesões na substância branca e maiores volumes nos córtices frontal, parietal e occipital. Mesmo o trabalho sedentário frequentemente envolve planejamento, leitura, escrita, tomada de decisões e resolução de problemas. Pesquisas anteriores sugerem que essas atividades mentalmente estimulantes podem ajudar a construir uma "reserva cognitiva", permitindo que o cérebro lide melhor com as alterações relacionadas ao envelhecimento. Considerando também que existem pesquisas mostrando que leitores de livros vivem quase dois anos a mais do que não leitores, parece haver, de fato, uma diferença entre um cérebro ativo e um passivo durante o tempo em que se está sentado. O estudo apresenta limitações. Foram usados dados autorrelatados por participantes que estimaram quanto tempo passavam assistindo à TV ou sentados à mesa, o que é menos confiável do que dados medidos objetivamente. A pesquisa também não consegue provar que assistir à TV causou diretamente as diferenças cerebrais e, claramente, há também um fator relacionado ao gênero. Homens e mulheres A diferença marcante entre os sexos surpreendeu os pesquisadores. "Descobrimos que as associações entre assistir TV e a estrutura cerebral eram muito mais fortes nos homens do que nas mulheres", disse à publicação ScienceAlert o biólogo Natan Feter, da Universidade do Sul da Califórnia. "Isso pode ocorrer porque homens e mulheres acumulam tempo sedentário de maneiras diferentes — por exemplo, as mulheres podem interromper o tempo sentadas com mais frequência — ou devido a diferenças biológicas na forma como o cérebro responde ao comportamento sedentário prolongado." Estudos anteriores constataram que as mulheres tendem a preferir assistir à televisão em blocos de menor duração — embora passem mais tempo assistindo no total —, enquanto a preferência dos homens por esportes e filmes frequentemente resulta em longos períodos ininterruptos no sofá. Diferenças hormonais, fatores de estilo de vida (como responsabilidades com o cuidado dos filhos) ou diferenças na forma como os cérebros masculino e feminino envelhecem também podem desempenhar um papel importante.
Assistir televisão demais pode, realmente, afetar seu cérebro, mostra estudo
Pesquisa acompanhou adultos por quase 24 anos e verificou uma diferença marcante entre ficar sentado trabalhando ou ficar passivamente assistindo TV








