Muitos cobram do governo petista uma política industrial eficaz e permanente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Produtor Luiz Carlos Barreto, aos 95 anos — Foto: Ana Branco / Agência O Globo Luiz Carlos Barreto, que morreu aos 98 anos, além de produzir cerca de 80 filmes foi, como se sabe, o “general” liderou as principais batalhas em defesa do nosso audiovisual. Ele brincava dizendo que seu partido era o PCB, o “Partido do Cinema Brasileiro”. Pois Barretão contribuiu para que o nosso cinema, ao lado da música, tivesse enorme prestígio lá fora. Até ontem, os filmes “Ainda estou aqui” (Walter Salles) e “O agente secreto” (Kleber Mendonça Filho) somavam 104 prêmios, incluindo o Oscar e o Globo de Ouro. Só que hoje, como disse a produtora Lucy Barreto, 93 anos, no velório do marido, a atual política para o audiovisual é questionada. Muitos cobram do governo petista uma política industrial eficaz e permanente. Também há queixas sobre a demora do Congresso em regulamentar o streaming. O fato é que, enquanto, nos anos 1970, a participação do cinema brasileiro nas salas chegou a 35% do público, entre janeiro e abril de 2026 essa fatia ficou em 6,4%. The end.

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