Presidente da República disse que Barretão, como era conhecido, soube, "como poucos", defender a produção audiovisual brasileira O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de três dias pela morte do Luiz Carlos Barreto, um dos principais produtores cinematográficos do Brasil. Barreto morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos. Segundo o chefe do Executivo, o cinema nacional deve muito ao produtor. "Seu amor pelo Brasil, seu talento e, sobretudo, seu espírito inquieto o transformaram no mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos", escreveu Lula em publicação na rede social X nesta tarde. "Em reconhecimento à sua obra e à sua contribuição para a cultura brasileira, decreto luto oficial de três dias." O presidente disse que Barretão, como era conhecido, soube, "como poucos", defender a produção audiovisual brasileira. "Lutou por políticas públicas para o setor. Ajudou a criar, no Brasil, toda uma cadeia de gente talentosa e extremamente profissional que hoje nos traz o orgulho na forma de Oscars, Leões de Ouro e muito prestígio internacional", citou. "Desde o tempo do Cinema Novo, nos anos 1960, quando a arte tinha que lutar contra a censura e o autoritarismo, Barretão ocupou papel central em nossa produção cinematográfica", complementou. Barretão foi responsável por filmes como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), que durante mais de três décadas foi a maior bilheteria de cinemas do país. Ele também foi fotógrafo, repórter, diretor e roteirista. Ao lado de diretores como Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, foi um dos principais responsáveis pelo surgimento do Cinema Novo, um dos mais férteis movimentos artísticos do país e da América Latina durante os anos 60 e 70. Luiz Carlos Barreto — Foto: Mácria Folett/Agência O Globo