22/07/2026 10h09 Atualizado há um dia

Lendário produtor, diretor e fotógrafo do cinema brasileiro, Luiz Carlos Barreto faleceu na madrugada desta quarta-feira (22), aos 98 anos. A informação for confirmada por familiares ao GLOBO. Barretão, como era conhecido, vinha com a saúde debilitada desde março de 2024, quando sofreu uma queda visitando seu estado natal, o Ceará, para uma homenagem. Ele estava internado desde a última terça-feira. O velório será no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, na quinta-feira (23), das 11 às 14h.

Ele foi um dos mais importantes nomes da história do cinema brasileiro, com seis décadas de atuação, tendo sido envolvido com o movimento do Cinema Novo, que revolucionou o audiovisual nacional nos anos 1960. Graduado em Letras, com atuação no jornalismo e no fotojornalismo, ele foi diretor de fotografia de dois dos mais significativos longas nacionais do período: "Vidas secas" (1963), de Nelson Pereira dos Santos, uma adaptação de romance homônimo de Graciliano Ramos, e "Terra em transe" (1967), de Glauber Rocha.

Através da produtora L.C. Barreto Produções Cinematográficas, fundada em maio de 1963, Barretão ajudou a tornar realidade obras clássicas como "Garrincha — Alegria do povo" (1963), de Joaquim Pedro de Andrade, "A hora e vez de Augusto Matraga" (1965), de Roberto Santos, "O dragão da maldade contra o santo guerreiro" (1969), de Glauber Rocha, e "Brasil ano 2000" (1969), de Walter Lima Jr.