Produtor, fotógrafo e um dos maiores nomes da história do cinema brasileiro morreu aos 98 anos e deixa um legado de mais de 80 filmes. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Missa de sétimo dia de Barretão — Foto: Reprodução A missa de sétimo dia de Luiz Carlos Barreto, o Barretão, será celebrada na próxima quarta-feira (29), na Igreja São José da Lagoa, na Zona Sul do Rio. Um dos maiores nomes da história do cinema brasileiro, Barretão morreu na madrugada da última quarta-feira (22), aos 98 anos, após enfrentar um período de saúde debilitada. Ao longo de seis décadas de atuação no cinema, esteve ligado ao movimento do Cinema Novo, que revolucionou o audiovisual brasileiro nos anos 1960. À frente da L.C. Barreto Produções Cinematográficas, fundada em maio de 1963, ajudou a viabilizar clássicos como Garrincha — Alegria do povo (1963), de Joaquim Pedro de Andrade, A hora e vez de Augusto Matraga (1965), de Roberto Santos, O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969), de Glauber Rocha, e Brasil Ano 2000 (1969), de Walter Lima Jr. Embora também tenha atuado como fotógrafo e roteirista, foi como produtor que construiu sua maior trajetória. Em mais de 60 anos de carreira, participou de mais de 80 produções. Seu maior sucesso foi Dona Flor e seus dois maridos (1976), dirigido por seu filho mais velho, Bruno Barreto. A adaptação do romance de Jorge Amado levou quase 11 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros e permanece como um dos maiores sucessos de público da história do cinema nacional.