O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, negou que o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões do Orçamento foi motivado para aumentar o uso de recursos pelos órgãos federais durante o período do chamado “defeso eleitoral”. Moretti explicou que a redução do bloqueio se deu por conta da melhora na projeção da despesa obrigatória, que registrou redução nas estimativas com pessoal e encargos em R$ 4,2 bilhões, com benefícios previdenciários em R$ 3,2 bilhões, com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) em R$ 3,2 bilhões e com outras despesas em R$ 100 milhões. Por outro lado, as despesas obrigatórias com controle de fluxo aumentaram R$ 3,4 bilhões e as com abono e seguro desemprego subiram R$ 1,6 bilhão. Segundo o ministro, cada órgão tem que respeitar a legislação eleitoral. Ele afirmou ainda que gastos que não poderão ser feitos durante o defeso eleitoral, não serão feitos. Mais cedo, a equipe econômica do governo federal anunciou a redução do bloqueio de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões. A informação consta no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas relativo ao terceiro bimestre do ano. Bruno Moretti — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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