Como havia R$ 23,7 bi bloqueados anteriormente, o bloqueio caiu para R$ 17,9 bi; ministério explica que o motivo para medida foi a redução na projeção de despesas obrigatórias sujeitas ao limite O Ministério do Planejamento e Orçamento anunciou uma redução do bloqueio do Orçamento em R$ 5,7 bilhões. Como havia R$ 23,7 bilhões bloqueados anteriormente, o bloqueio caiu agora para R$ 17,9 bilhões. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (24) no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas relativo ao terceiro bimestre do ano. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, o motivo para essa redução foi a queda na projeção de despesas obrigatórias sujeitas ao limite. O detalhamento por órgão constará em anexo do Decreto de Programação Orçamentária e Financeira, a ser publicado até 30 de julho. Leia mais: As estimativas dos gastos com pessoal e encargos foram reduzidas em R$ 4,2 bilhões, enquanto as despesas com benefícios previdenciários e com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) caíram R$ 3,2 bilhões cada. Outras despesas recuaram R$ 100 milhões. Em sentido contrário, as despesas obrigatórias com controle de fluxo aumentaram R$ 3,4 bilhões e as com abono e seguro desemprego subiram R$ 1,6 bilhão. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a redução de R$ 6,4 bilhões de benefícios previdenciários e do BPC configura uma variação na margem que ajuda a explicar o desbloqueio. De acordo com ele, a queda na projeção do BPC decorre do andamento das concessões e dos efeitos das medidas de revisão de despesas implementadas pelo governo, que seguem produzindo impacto fiscal. Moretti afirmou que a previsão do governo é que a despesa primária total termine o ano em 19% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Nesse momento, a estimativa é que as despesas primárias fiquem em 19,34% do PIB, devido a créditos extraordinários. O bloqueio existe quando a previsão para as despesas obrigatórias no ano cresce acima do esperado. Com isso, as despesas discricionárias são bloqueadas (impedidas de serem usadas pelos órgãos públicos) para garantir o cumprimento do limite de gastos estabelecido para o ano. Além do limite de despesas, o governo federal também precisa cumprir a meta de resultado primário. Contudo, como a equipe econômica considera que a meta será cumprida, mesmo com as novas projeções de receita, não foi preciso anunciar um contingenciamento. Nos relatórios anteriores, também não havia contingenciamento feito. — Foto: Daniel Dan/Pexels
Planejamento desbloqueia R$ 5,7 bilhões do Orçamento
Como havia R$ 23,7 bi bloqueados anteriormente, o bloqueio caiu para R$ 17,9 bi; ministério explica que o motivo para medida foi a redução na projeção de despesas obrigatórias sujeitas ao limite










