A equipe econômica do governo federal anunciou nesta sexta-feira (24) um desbloqueio de R$ 5,7 bilhões nas despesas, devido a uma revisão para baixo na expectativa de gastos com a previdência social e com o BPC (Benefício de Prestação Continuada), o que deu alívio à execução do orçamento este ano.

Segundo as novas projeções do Executivo, os gastos com previdência devem recuar R$ 2,7 bilhões, enquanto o BPC deve cair R$ 3,7 bilhões até o fim do ano.

No total, as despesas obrigatórias do governo federal devem recuar R$ 2,9 bilhões, conforme a nova projeção. Nesse caso, o governo é obrigado a executar esses gastos. Já as despesas discricionárias, que podem sofrer cortes, devem subir R$ 6,8 bilhões até o fim do ano, segundo a equipe econômica.

O bloqueio de recursos é necessário quando as despesas totais ultrapassam os limites estabelecidos no arcabouço fiscal. Como os gastos obrigatórios costumam subir além do previsto, o Executivo é obrigado a congelar despesas discricionárias para cumprir a legislação fiscal.

Embora o alívio orçamentário tenha sido anunciado hoje, somente na próxima semana o governo divulgará quais áreas terão recursos desbloqueados, quando publicar a nova programação orçamentária para 2026.