O governo federal revisou nesta sexta-feira (24) a sua projeção para o resultado primário do governo central deste ano, de superávit de R$ 4,1 bilhões para um resultado positivo de R$ 10,8 bilhões, já considerando os abatimentos legalmente permitidos. Os números levam em conta Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central (BC). O resultado primário efetivo, considerando as despesas deduzidas da meta, fica em déficit de R$ 52 bilhões, ante resultado negativo de R$ 60,3 bilhões da previsão anterior. O dado faz parte do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas relativo ao terceiro bimestre deste ano, divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. As comparações são com o relatório bimestral de maio. Leia mais: A meta de resultado primário de 2026 é de superávit de R$ 34,3 bilhões, com intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para cima ou para baixo, o que admite um déficit zero no ano. A estimativa de receitas primárias totais em 2026 subiu R$ 19,2 bilhões, para R$ 3,237 trilhões, na comparação com a projeção anterior. Por sua vez, a estimativa para as receitas líquidas de transferências subiu R$ 12,3 bilhões, para R$ 2,593 trilhões. Já a previsão para as despesas primárias subiu R$ 4 bilhões, para R$ 2,645 trilhões. A estimativa para as despesas obrigatórias caiu R$ 2,9 bilhões, para R$ 2,419 trilhões. Por sua vez, a projeção para as despesas discricionárias (aquelas que podem ser cortadas, como investimentos e custeio da máquina) subiu R$ 6,8 bilhões, para R$ 226,3 bilhões. Receitas A projeção de receitas do governo federal com concessões e permissões para 2026 caiu R$ 0,1 bilhão em relação à estimativa que constava no relatório anterior. Com isso, a estimativa ficou em R$ 6,5 bilhões, conforme divulgado hoje pelo ministério. A arrecadação esperada com dividendos e participações, por sua vez, subiu R$ 0,1 bilhão, alcançando R$ 55,5 bilhões. O governo espera ainda arrecadar R$ 172,1 bilhões com a exploração de recursos naturais, R$ 0,4 bilhão a menos do que calculado anteriormente. Já a projeção de receitas administradas pela Receita Federal ficou em R$ 2,080 trilhões (alta de R$ 27,8 bilhões). — Foto: Adriano Machado/Bloomberg