Edifício inaugurado em 1878 será leiloado por valor inicial de R$ 53,6 milhões; empresa afirma que venda de imóveis ociosos busca reduzir custos, financiar modernização e reequilibrar as contas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Edifício histórico dos Correios na Rua Primeiro de Março — Foto: Reprodução / Google Maps RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 22:29 Correios leiloam sede histórica no Rio por R$ 53,6 milhões em outubro A antiga sede dos Correios no Rio de Janeiro, inaugurada em 1878, será leiloada por R$ 53,6 milhões. O edifício histórico, localizado no Centro, está ocioso e faz parte da estratégia dos Correios para reduzir custos e modernizar a operação. O leilão, previsto para 30 de outubro, contribuirá para o reequilíbrio financeiro da estatal, que busca vender ativos subutilizados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um dos edifícios mais simbólicos da história dos Correios deixará de integrar o patrimônio da estatal. A empresa colocou à venda a antiga sede nacional, localizada na Rua Primeiro de Março, no Centro do Rio de Janeiro, em um leilão marcado para o próximo dia 30. Construído em 1878, ainda durante o Império, o prédio faz parte do conjunto histórico da região e abrigou por décadas a administração dos serviços postais brasileiros. O imóvel será ofertado por R$ 53,6 milhões. Caso não haja compradores pelo valor de avaliação, o edital prevê reduções sucessivas até o lance mínimo de R$ 47,8 milhões. O edifício está desocupado e ocupa um quarteirão inteiro na região central da cidade, com cerca de 9 mil metros quadrados de área construída distribuídos em cinco pavimentos. Procurados pelo GLOBO, os Correios afirmaram que a venda faz parte da estratégia de reestruturação da empresa. Segundo a estatal, a alienação do imóvel integra a revisão da carteira imobiliária e busca racionalizar ativos considerados ociosos ou subutilizados. "A alienação do referido imóvel faz parte da estratégia de revisão da carteira imobiliária e integra o plano de reestruturação dos Correios. A racionalização de ativos ociosos ou subutilizados contribui para a redução de despesas de manutenção e viabiliza o reinvestimento em modernização, além de apoiar o processo de reequilíbrio financeiro da estatal", informou a empresa. A antiga sede integra um conjunto de imóveis que os Correios vêm colocando no mercado dentro da estratégia de reorganização patrimonial. De acordo com a empresa, a intenção é reduzir gastos com manutenção de ativos que já não são utilizados e direcionar os recursos obtidos para investimentos na operação, como parte do plano de reequilíbrio financeiro da estatal. O edital do leilão estabelece que o comprador será responsável por regularizar pendências registrais do imóvel. Entre elas estão a averbação da área construída e a correção de divergências entre o cadastro imobiliário municipal e o registro em cartório. Apesar disso, o documento informa que o prédio será entregue livre de débitos tributários. Além do valor histórico, o imóvel ocupa uma localização estratégica no Centro do Rio, próximo ao Paço Imperial, ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e à Praça XV. Por estar inserido em área de preservação, qualquer intervenção ou adaptação do edifício dependerá da autorização dos órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio histórico. Pelas regras do leilão, o imóvel será inicialmente oferecido pelo valor de avaliação. Na ausência de propostas, o preço poderá ser reduzido em duas etapas até atingir o valor mínimo previsto no edital. O vencedor terá prazo de até 60 dias para concluir o pagamento.
Construída no Império, antiga sede dos Correios vai a leilão no Rio
Edifício inaugurado em 1878 será leiloado por valor inicial de R$ 53,6 milhões; empresa afirma que venda de imóveis ociosos busca reduzir custos, financiar modernização e reequilibrar as contas







