No Brasil pela décima vez, Angela Davis parece não ter consciência de que talvez seja o nome mais esperado desta edição da Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty.
Em uma manhã de entrevistas no Rio de Janeiro, com sessão de fotos e gravações para as redes sociais, a escritora e ativista, que é uma das maiores referências do feminismo, não se deixou abalar, em uma postura de quem busca fazer a diferença usando as plataformas disponíveis —no caso do próximo sábado (25), às 18h, uma plateia com capacidade para 700 pessoas, no Sesc Caborê.
Tem a seu lado Gina Dent, acadêmica que é também companheira de vida e de projetos. Juntas, elas escrevem um livro sobre jazz e defendem algo bem mais controverso: o fim do sistema carcerário.
Davis explica por que o trumpismo não é sinônimo do que a maioria está sentindo nos Estados Unidos e nega que a supremacia branca, embora parte da história do país, esteja em ascensão. "Eles apenas saíram do armário."
Para ela, a tentativa de equiparar antissemitismo à solidariedade palestina deve ser colocada na conta dos conservadores. Já os progressistas ainda não encontraram uma forma de se organizar. Questionada como se sente sendo retratada como um ícone, refuta. "Detesto isso."












