Congresso da Nicarágua votará em agosto reforma para excluir opositores das eleiçõesA Nicarágua avança rumo à aprovação, no início de agosto, de uma reforma para impedir que partidos de oposição concorram em eleições. Crédito: LUIS SEQUEIRA / various sources / AFPGerando resumoO governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 23, que “recebeu com preocupação” o anúncio do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de eliminar as eleições para impedir que seus oponentes concorram.PUBLICIDADENo poder desde 2007, Ortega descartou no domingo, 19, qualquer possibilidade de eleições que permitam à oposição exilada chegar ao poder.Em nota, o Ministério das Relações Exteriores “recorda que a realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia, valor com que o Brasil tem um profundo compromisso”. Brasília pediu ao governo nicaraguense que “garanta ao povo o livre exercício de seu direito soberano de eleger seus líderes”.PublicidadeO presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e sua mulher Rosario Murillo, em setembro de 2018 Foto: Alfredo Zuniga/AP As relações entre os líderes de esquerda Ortega e Lula entraram em crise em 2024, quando o embaixador brasileiro Breno de Souza foi expulso da Nicarágua por não comparecer a uma cerimônia em comemoração ao aniversário da revolução sandinista. O Brasil respondeu com a mesma medida, e a situação permanece inalterada até hoje.A Nicarágua deveria realizar eleições gerais em novembro, mas, há um ano e meio, uma ampla reforma constitucional estendeu o mandato presidencial de cinco para seis anos, o que significa que as eleições teriam que ser realizadas em novembro de 2027.Leia tambémNicarágua avança para aprovar reforma que impedirá oposição de disputar eleiçõesEUA condenam anúncio do presidente da Nicarágua de que eliminará eleiçõesPresidente da Nicarágua pede retorno de Maduro à Venezuela e fim das ameaças dos EUA a CubaOrtega, de 80 anos, exerce o poder com sua esposa, Rosario Murillo, e tem sido criticado por medidas que, na prática, impediram seus rivais de participar das eleições contestadas.PublicidadeLíderes da oposição foram presos ou forçados ao exílio, privados de sua cidadania e propriedades. Jornalistas, intelectuais e figuras religiosas críticas ao governo sofreram um destino semelhante.Milhares de nicaraguenses vivem como refugiados na Costa Rica, Espanha e Estados Unidos. / AFP
Governo Lula diz ver ‘com preocupação’ fala de Ortega sobre eliminar eleições na Nicarágua
Ministério das Relações Exteriores diz que ‘a realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia’










