A Nicarágua respondeu nesta quinta-feira (23) à crítica do governo brasileiro a respeito dos planos do ditador Daniel Ortega de acabar com as eleições no país centro-americano.
"Acusamos o recebimento da nota publicada hoje pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil e, para todos os efeitos, reiteramos que, em conformidade com nossa soberania nacional, a Nicarágua garante processos eleitorais democráticos, livres e transparentes, de acordo com as normas das instituições nacionais competentes", escreveu em nota a chancelaria da ditadura comandada pelo líder e por sua esposa, Rosario Murillo. "Nossa democracia, nossas eleições."
Horas antes, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia manifestado preocupações com as declarações de Ortega. "A realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia, valor com que o Brasil tem um profundo compromisso", escreveu o Itamaraty.
A controvérsia começou no domingo (19), quando o ditador afirmou, durante uma cerimônia de comemoração da Revolução Sandinista —na qual participou há quase 50 anos— que não haveria mais eleições no país que governa há duas décadas.
"Esqueçam! Não haverá mais eleições aqui para que eles possam tentar tomar o governo, tomar o poder", afirmou, em referência ao que chama de "partidos políticos criados pelos ianques".












