Os setores afetados interpretam a decisão do governo Donald Trump de impor uma nova tarifa ao Brasil como mais um golpe à competitividade das exportações aos Estados Unidos, que tende a aprofundar a retração do comércio entre os dois países.

"A medida também poderá elevar custos para empresas e consumidores norte-americanos, fragilizar cadeias produtivas integradas entre os dois países e afetar os investimentos bilaterais", diz a Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).

Anunciada nesta quinta-feira (23), a nova tarifa de 12,5% foi aplicada com base na Seção 301 da Lei do Comércio, em uma em uma investigação sobre supostas falhas no combate à importação de produtos feitos com o uso de trabalho forçado, e começará a ser aplicada a partir da 01h01 desta sexta-feira (horário de Brasília).

Para alguns produtos, a tarifa deve se somar às sobretaxas de 25%, chanceladas na semana passada e em vigor desde terça (21).

Nos cálculos da Amcham, a nova fase do tarifaço deve alcançar cerca de 3.000 produtos brasileiros, que correspondem a US$ 12,5 bilhões em exportações anuais aos Estados Unidos. Para 85,3% desses itens, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, a tarifa de 12,5% se somará à de 25%, resultando em sobretaxas de 37,5%.