0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) julga nesta sexta-feira, um processo que tenta reverter condenação milionária contra a Toyota. A sentença, que teve origem em episódio envolvendo um veículo com defeito, cobra da montadora danos morais e materiais de mais de R$ 18 milhões, o equivalente a 200 carros novos. O processo envolve uma disputa entre a Toyota e a Nordeste Veículos. Em 2005, a montadora e a concessionária firmaram um acordo com um consumidor após a venda de uma caminhonete Hilux com defeito. Apesar de ter participado e consentido com o acordo, a Nordeste Veículos, em 2008, ajuizou uma ação contra a Toyota alegando danos morais e materiais. No caso, a decisão que condenou a Toyota a pagar a indenização milionário foi assinada pelo juiz José Ramos Dias Filho, aposentado compulsoriamente pelo CNJ em 2017 após ser alvo de diversos procedimentos disciplinares. De acordo com o conselho, ao longo da sua atuação o juiz teria cometido várias irregularidades processuais, com indícios de atuação arbitrária, favorecimento de partes e uso indevido da estrutura do Judiciário. A Toyota alega que esse padrão adotado pelo juiz também se repetiu no processo movido contra a montadora. Segundo a empresa, a sentença foi proferida sem a realização da perícia solicitada pela defesa e fixou indenizações expressivas sem demonstração concreta de prejuízo. Após a decisão, o próprio magistrado se declarou suspeito para continuar no processo. Na época, a Nordeste Veículos era representada pelos então advogados Kassio Nunes Marques e José Wilson de Araújo Júnior, atualmente ministro do STF e desembargador do TJ-PI. José Wilson, inclusive, integra o colegiado que deve julgar o caso e, em março deste ano, chegou a votar no processo em que atuou, contra a pedido da Toyota. No mês seguinte, no entanto, após o caso ser retirado de pauta, o magistrado se declarou impedido.