PUBLICIDADE Grande São Paulo viveu manhã de caos após sequência de falhas no transporte público na semana em que concessionária Trivia assumiu a gestão de três linhas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) — Foto: Brenno Carvalho/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 18:47 Haddad critica Tarcísio e sugere revisão de concessões após falhas no transporte paulista Após uma sequência de falhas no transporte público em São Paulo, Fernando Haddad critica o governador Tarcísio de Freitas e sugere revisar concessões, após problemas com a empresa Trivia Trens. Tarcísio admite possíveis sanções à empresa, mas afirma que os problemas são antigos, prometendo soluções imediatas e defendendo a regulação eficiente. A gestão temporária volta à CPTM por 90 dias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) criticou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) após os seguidos problemas que ocorreram em linhas concedidas para a empresa Trivia Trens, que começou a administrá-las esta semana, entre eles uma explosão na manhã desta quinta-feira (23). Questionado, Tarcísio, que tentará a reeleição, por sua vez, afirmou que caso a empresa não cumpra o que está previsto no contrato, pode de fato sofrer sanções. Mas ressaltou que "o problema não começou há três dias". As falhas interromperam nesta quinta-feira o fluxo de passageiros nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A explosão, em um trem na região do Brás, na Zona Central, afetou a circulação nas três linhas, com reflexo em toda cidade, e a operação só foi normalizada no início da tarde. A Trivia Trens assumiu a gestão dos trajetos nesta semana e este foi o terceiro dia seguido em que problemas na operação afetaram os passageiros. Pelas redes sociais, Haddad afirmou que o episódio é sinal de um "problema grave de gestão". E afirmou que, se eleito para o Palácio dos Bandeirantes, revisará os contratos firmados pelo governo atual. — Fui para a entrevista (uma sabatina na rádio Nova Brasil) ouvindo o noticiário que estava falando das linhas privatizadas da CPTM que entraram em pane, e as pessoas tiveram que caminhar pelos trilhos, usando a luz do celular para conseguir enxergar o caminho. Um absurdo — escreveu. — Tarcísio foi ministro dos Transportes no governo Bolsonaro. Quando assumi o Ministério da Fazenda, eu e o ministro Renan Filho (também dos Transportes) tivemos de rever, com o acompanhamento do Tribunal de Contas da União, contratos assinados por ele que traziam prejuízo ao Tesouro Nacional. Em São Paulo, vou fazer a mesma coisa. Vou analisar o contrato da Sabesp, o do Centro Administrativo e os da CPTM, que vêm apresentando tantos problemas — disse o pré-candidato. Tarcísio esteve nesta quinta em Ourinhos, no interior paulista, em encontro de produtores rurais. Em entrevista para a TV Tem, o governador afirmou que o retorno temporário da operação para a CPTM é uma lição aprendida com "erros cometidos no passado" e que as falhas na malha ferroviária são resultado de anos de falta de investimentos. Ele também negou que os problemas tenham começado com a entrada da nova concessionária. — Se a empresa não conseguir cumprir aquilo que está previsto no contrato, ela vai sofrer as sanções e a gente também não vai hesitar, em algum momento, em tirar a empresa do contrato [...] Ao longo do tempo, a gente foi aprendendo com os erros que foram cometidos no passado. Pegamos esse aprendizado e colocamos mecanismos de proteção neste contrato. Um deles é justamente a possibilidade de retomar a operação com a CPTM no caso de insuficiência da concessionária — afirmou o governador. Ele também criticou os problemas apresentados no início da operação da Trivia Trens. — A empresa precisa se preparar melhor. É inaceitável o que aconteceu no dia de hoje — disse Tarcísio. Ainda nesta quinta, durante a noite, o governador publicou uma nota nas redes sociais sobre o tema. — Estamos trabalhando em soluções imediatas, apurando as responsabilidades e vamos aplicar todas as penalidades previstas. Hoje, temos contratos mais robustos e agências reguladoras fortalecidas, com mecanismos para agir com rapidez e rigor diante de qualquer falha — escreveu o governador. — Acho que a capacidade que a gente tem que ter é de mudar de opinião. A gente não concede algo por conceder. Não é aquele negócio de “preciso necessariamente ter a iniciativa privada operando”. A realidade é que o Metrô está operando muito bem e, hoje, a minha tendência é que continue o Metrô operando essas linhas. Na verdade, o que eu estou pensando é a expansão das linhas operadas pelo Metrô hoje — afirmou Tarcísio. Após os problemas com a Sabesp, o governador veio a público para defender que o estado tem capacidade de regular concessões e empresas privatizadas. — A ação do Estado vai ser presente, não é pelo fato de não sermos mais os maiores acionistas, que a gente não vai fazer valer a regulação. A mão pesada vai atuar e a punição também vai acontecer quando a Sabesp deixar de cumprir qualquer indicador — disse após a explosão no Jaguaré, em maio.