Em um eventual segundo turno, atual governador venceria o ex-ministro da Fazenda por 48% a 32% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (à esquerda), e o ex-ministro Fernando Haddad em reunião para tratar de Reforma Tributária — Foto: Diogo Zacarias/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/07/2026 - 06:29 Tarcísio lidera corrida ao governo de SP com 41% das intenções de voto Tarcísio de Freitas lidera a corrida ao governo de São Paulo, com 41% das intenções de voto, contra 26% de Fernando Haddad, segundo pesquisa Genial/Quaest. Em um possível segundo turno, Tarcísio venceria com 48% contra 32% de Haddad. A pesquisa ouviu 1.650 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Tarcísio busca reeleição com apoio de 12 partidos, enquanto Haddad tem sete. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mantém a frente sobre o ex-ministro Fernando Haddad (PT) na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29), Tarcísio possui 41% das intenções de voto, contra 26% do petista no primeiro turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Na sequência, aparecem Vera Lúcia (PSTU, 3%), Carlos Machado (PCB, 1%) e Vivian Mendes (UP, 1%). O levantamento mostra também que 13% dos entrevistados estão indecisos. Os brancos e nulos representam 15%. Em abril, a Quaest mostrou Tarcísio com 38% da preferência dos eleitores, contra os mesmos 26% de Haddad. Ao contrário de pesquisas anteriores, não houve a inclusão de demais candidatos. Em abril, a Quaest testou os nomes de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), mas ambos desistiram de disputar as eleições para o Executivo paulista. Na ocasião, cada um aparecia com 5% das intenções de voto. Em um cenário de segundo turno, Tarcísio aparece com 48% dos votos, ante 32% de Haddad. Há dois meses, o atual governador aparecia com 49% da preferência dos entrevistados, contra os mesmos 32% de Fernando Haddad. A Quaest também perguntou aos entrevistados se suas escolhas eram definitivas ou temporárias. Para 53% deles são definitivas (ante 48% em abril); outros 45% podem mudar de opinião (eram 51% há dois meses). A rejeição de ambos também foi medida; enquanto 37% não votariam em Tarcísio, 58% afirmam não escolher Haddad. Em abril, os índices eram 38% e 58%, respectivamente. Aprovação da gestão Tarcísio A aprovação do governo estadual apresentou mudança dentro da margem de erro, na comparação com o levantamento anterior. Em abril, 54% aprovavam a gestão de Tarcísio; em julho, são 55% os que aprovam. A desaprovação se manteve estável em 29%. Não souberam responder 16% em julho, ante 17% em abril. Para a atual pesquisa, a Quaest ouviu 1.650 eleitores do estado de São Paulo, com mais de 16 anos, entre os dias 23 e 27 de julho. O nível de confiança é de 95%, o que significa a quantidade de vezes que se espera que a amostra utilizada represente de fato a população. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com os números BR-09998/2026 E SP-04846/2026. Período de convenções partidárias Em evento que contou com a presença do presidente Lula e que ocorreu em Campinas, no sábado (25), a chapa de Fernando Haddad (PT) nas eleições estaduais de 2026 foi anunciada. O vice é o ex-ministro Márcio França (PSB). Na disputa pelo Senado, outras duas ex-ministras: Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Os quatro estiveram presentes no encontro, assim como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que será mantido na composição com o petista nas eleições presidenciais. No discurso, Haddad comparou as eleições anteriores do PT contra o PSDB, que teriam sido “disputas bonitas”, ao contrário do enfrentamento ao bolsonarismo a partir de 2018. Os tucanos comandaram São Paulo por sete mandatos, totalizando 28 anos, dos quais Alckmin esteve à frente do estado em quatro deles. — No tempo do PSDB, a gente disputava para ver quem fazia mais para a população. O que é possível disputar com ele (Tarcísio), se tudo está indo para trás? Dar uma medalha para o Milei, que tem 30% de aprovação e está dando carne de burro para o argentino comer? A qualidade da urna eletrônica? Esses caras querem voltar para a Idade da Pedra, querendo discutir se mulher tem direito a votar ou não – afirmou Haddad, se referindo à medalha que Tarcísio entregou a Milei no sábado, no Palácio dos Bandeirantes, antes da convenção do PL que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Já Tarcísio parte para tentar a reeleição apostando em boa aprovação de sua gestão (54%, segundo a Quaest de abril). Para isso, vai apostar em entregas, mesmo que parciais, casos de Rodoanel e monotrilho da Linha 17-Ouro. Também vai utilizar como mote da campanha a dispersão da Cracolândia e a privatização da Sabesp. Um de seus cabos eleitorais será o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que vai colocar à disposição do governador a máquina da prefeitura, o que já fizera em 2022, mas com o então governador Rodrigo Garcia, que estava no PSDB e agora migrou para o Republicanos de Tarcísio. Na ocasião, Garcia terminou em terceiro e não foi sequer ao segundo turno. Antes de planejar surfar em índices de aprovação positivos, Tarcísio atuou para juntar uma grande gama de partidos em seu entorno. Ao todo, ele terá 12 legendas o apoiando, contra sete de Fernando Haddad. Enquanto vê números positivos, Tarcísio se equilibra entre a centro-direita e o bolsonarismo. Como mostrou O GLOBO nesta terça-feira (28), devido à alta rejeição de Flávio Bolsonaro, o governador planeja agendas em conjunto com o presidenciável apenas em regiões onde já há "convertidos". Com isso, a capital e a Região Metropolitana deverão ficar de fora, pelo menos por ora, de eventos casados. A preocupação da "contaminação" com as "encrencas" de Flávio, nas palavras de um aliado, tem como justificativa o fato de o atual governador ter perdido para Haddad nas duas áreas. Há quatro anos, embora tenha obtido êxito em 566, das 645 cidades paulistas, Tarcísio foi superado pelo petista na capital e na Grande São Paulo, obtendo cerca de 600 mil votos a menos.