O caos nos trens de São Paulo nesta quinta-feira (23) fez a chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) divulgar suspeitas de sabotagem ao sistema, sem apresentar provas, para se defender do desgaste, e deu munição a Fernando Haddad (PT) para contestar as concessões do adversário nestas eleições.

As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que ligam o centro à zona leste da capital, a Guarulhos e a cidades do leste da região metropolitana, deixaram de funcionar ainda na madrugada. Elas atendem cerca de 900 mil passageiros por dia. A pane começou com um incêndio em um trem da linha 12-Safira, entre as estações Brás e Tatuapé, seguido do desligamento das subestações de energia do trecho.

No fim da manhã, enquanto técnicos do governo ainda debatiam quais anúncios fazer em resposta à crise, já havia a informação, no Palácio dos Bandeirantes, de que o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que será candidato ao Senado, levantaria a hipótese de sabotagem ao sistema.

"Faço a pergunta para vocês: será que isso é coincidência? Fui secretário da Segurança Pública por três anos e muitos inquéritos policiais foram instaurados com vários indícios de sabotagem justamente nas linhas de concessionárias. E há três dias uma nova concessionária assumiu as linhas 11, 12 e 13", disse o candidato em vídeo publicado antes do meio-dia.