Terminada a Copa do Mundo nos EUA, a Fifa foca as atenções no Mundial Feminino, que será disputado no Brasil em 2027. Apesar da expectativa de que seja o maior torneio do futebol feminino da história, os cartolas da entidade viverão um teste, cumprir a promessa feita ainda em 2023 de equiparar os prêmios das mulheres ao volume de dinheiro dado aos homens.

Ao longo dos últimos anos e depois de décadas de uma negligência escandalosa, a Fifa tem, de fato, incrementado a premiação para as mulheres. Em 2019, distribuiu 30 milhões de dólares às seleções. Em 2023, o valor subiu para 110 milhões, o equivalente a 25% de tudo que foi repassado às seleções masculinas em 2022, durante a Copa no Catar.

Como tudo na Fifa, nem as promessas são tão claras. Segundo Gianni ­Infantino, a equiparação de receita ocorrerá apenas se as emissoras que transmitem o Mundial aceitarem incrementar o valor que pagam pelos direitos dos jogos. Em alguns mercados, o que emissoras oferecem para comprar os direitos do Mundial Feminino é de dez a cem vezes menor do que estão dispostas a pagar para mostrar os jogos dos homens.

Os levantamentos realizados internamente pela Fifa revelam que, em dezenas de países, a audiência do Mundial Feminino tem se aproximado aos níveis dos homens, ainda que nos principais mercados a taxa ainda esteja entre 20% e 50% abaixo da média. Mesmo assim, nada justifica que essas emissoras ofereceram valores bem mais modestos pelos jogos das mulheres.